OESP, Nacional, p. A13
Autor: MODERNO, João Ricardo
26 de Set de 2008
O governo deve limitar a venda de terras?
Debate
NÃO:
João Ricardo Moderno*
O governo Lula soa falso. Desconfio de todos os projetos de lei do governo, pois todos têm por objetivo a restrição das liberdades. Para o Planalto, soberania e desenvolvimento devem ser resguardados, restringindo investimentos estrangeiros. Um europeu não pode levar as terras brasileiras para a Europa. Todas as salvaguardas constitucionais e legais podem reverter à União, aos Estados e aos Municípios quaisquer terras que por ventura não atendam a objetivos nacionais e responsabilidades sociais. Uma empresa estrangeira que respeita a Constituição, às leis, é preferível às brasileiras que sistematicamente cometem delitos.
Lula tem fornecido provas de desrespeito a soberania e desenvolvimento ao assinar na ONU a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, abrindo a possibilidade da geração de centenas de países indígenas que, aí, sim, seriam tomados pelas potências estrangeiras. Haja vista a Reserva Ianomâmi, que concentra 98% do urânio e nióbio do mundo. Certamente não por amor ao índio. As reservas são verdadeiros campos de concentração para o isolamento étnico, a fim de impedir a miscigenação. O mesmo governo subverteu a concessão de terras quilombolas, estendendo-as com o risco de abranger quase duas vezes o Estado de São Paulo.
Certamente é necessário um controle, principalmente na Amazônia. A tentativa de restrição vem acompanhada de um molho extremamente amargo de Revolução Bolivariana, corroborado pela mais recente investida do Equador contra o Brasil, quando o presidente disse ser preciso defender os interesses equatorianos com generosidade. Afinal, Lula preside qual país? A perda do controle do Estado em benefício do que o filósofo Ives Gandra da Silva Martins chamou de "guetos governamentais", explica bancar o durão e mostrar um falso rigor em defesa do Brasil.
* Presidente da Academia Brasileira de Filosofia
OESP, 26/09/2008, Nacional, p. A13
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