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O futuro do planeta está nas mãos de todos nós

Revista de Seguros, Edição Especial, set. 2007, p. 50-51, 54-55
25 de out de 2007

O futuro do planeta está nas mãos de todos nós

Lúcia Abreu

A defesa do meio ambiente, hoje, não é uma bandeira só de ecologistas, mas de toda a sociedade. Cresce a consciência de que economia e natureza podem e devem caminhar juntas. O conceito de desenvolvimento sustentável substitui antigos modelos de produção e ganha vantagem competitiva.
Dados recentes sobre o aquecimento global não deixam dúvidas: é preciso agir. O Brasil, com 14 % de toda a água doce do planeta, as mais extensas florestas e uma biodiversidade riquíssima, tem a imensa responsabilidade de cuidar desses recursos. E de educar as novas gerações para preservá-los.
Cada vez mais empresas adotam ações sócio-ambientais. As companhias de capitalização e de seguros fazem a sua parte, apoiando projetos que transformam, para melhor, o meio ambiente e a vida de milhares de pessoas.

União para salvar o Rio Xingu

Lúcia Abreu

Ao longo dos 1,2 mil quilômetros do Rio Xingu que ficam no Estado do Mato Grosso vivem 10 mil índios de 18 povos diferentes, como os Xavantes, os Kayapós, os Awetis, os Kaiabis e os Nahukwas. Eles serão os principais beneficiados pela campanha "Y Ikatu Xingu", que na língua Kamaiurá quer dizer "água boa, água limpa do Xingu". Apoiado pela Icatu Hartford Seguros e desenvolvido pelo Instituto Socioambiental (ISA), o projeto engloba ações de proteção e de recuperação das nascentes e matas da beira do rio, ameaçado pela ação predatória do homem.
Ianukulá K. Suiá, diretor da Associação Terra Indígena do Xingu, conta que muitos índios já tiveram doenças por causa da poluição das águas por agrotóxicos. A coloração barrenta do rio prejudica, ainda, a pesca com arco e flecha. Dos 17,7 milhões de hectares da Bacia do Xingu no Estado, 5,5 milhões já foram desmatados.
Além dos índios, outros 250 mil moradores da região também são afetados pela destruição e começam a se mobilizar. A campanha reúne, de forma inovadora, índios, fazendeiros, agricultores familiares, pesquisadores, governos, movimentos sociais. As atividades realizadas desde 2004 - como reflorestamento, pesquisas e educação ambiental (como mostra a foto ao lado)- já apresentam resultados. "Não se vê mais agricultor queimando lixo tóxico e pegando água no rio, o que era comum", diz o fazendeiro e prefeito de Querência (MT), Fernando Gorgen. Ianukulá diz que as conversas com a população não indígena vizinha têm sido bem mais eficazes. "O rio não tem de ser visto como um bem do índio, mas de todo mundo".

Revista de Seguros, Edição Especial, set. 2007, p. 50-51, 54-55

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