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20 de Abr de 2013
Nova safra do Nobel do ambientalismo
por Regina Scharf # em De lá pra cá
Acaba de sair a lista de agraciados pelo Prêmio Goldman de Meio Ambiente deste ano, a principal premiação global de ambientalistas e um bom recurso para quem quer uma visão das estratégias, os desafios e sucessos do movimento ambiental da atualidade. Concedido anualmente desde 1990, ele já contemplou três brasileiros: em 1992, o antropólogo Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental (pelo esforço de inclusão dos direitos indígenas na Constituição de 1988); em 1996, a ex-ministra Marina Silva (por sua atuação na implantação das Reservas Extrativistas no Acre); e em 2006, Tarcísio Feitosa, na época no Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e hoje dando assessoria para o Ministério Público paraense (pela defesa dos direitos humanos e pela proteção ambiental e desenvolvimento sustentável na região do Xingu e da Terra do Meio, no Pará).
Desta vez, o Goldman Environmental Prize (que inclui um prêmio de US$ 150 mil para cada contemplado) foi concedido às seguintes lideranças, cada uma representando uma região do planeta:
O iraquianao Azzam Alwash, que deixou uma vida confortável e sua empresa de engenharia na California para voltar a seu país e liderar comunidades locais envolvidas na restauração dos banhados da Mesopotâmia, completamente degradados e desertificados durante o governo de Saddam Hussein. Ele criou a única entidade ambientalista em atividade no país.
Jonathan Deal promoveu com sucesso uma campanha contra o "fracking" (fraturamento hidráulico das rochas do subsolo para atingir depósitos de gás em formação sedimentares) na África do Sul para proteger a paisagem, a biodiversidade e a agricultura na região semi-desértica de Karoo, .
Aleta Baun, da Indonésia, organizou a sua comunidade para ocupar um projeto de mineração de mármore por meio de "protestos de tecelãos" e brecou a destruição da floresta sagrada de Monte Mutis, na ilha de Timor.
Kimberly Wasserman promoveu uma campanha bem-sucedida para fechar duas das usinas de carvão mais antigas e poluentes dos Estados Unidos e agora está trabalhando para que as antigas áreas industriais de Chicago sejam convertidas em parques e espaços de múltiplos usos.
A América Latina foi representada pela Colombiana Nohra Padilla, que apesar de enfrentar a violência e intensa oposição política, conseguiu organizar catadores de lixo e integrá-los à cadeia da reciclagem de resíduos. Ela mesma trabalhou num lixão desde os 7 anos.
O italiano Rossano Ercolini é professor do ciclo básico e lançou uma campanha de educação sobre os perigos dos incineradores em sua pequena cidade, na Toscana, que acabou se convertendo num movimento nacional pela geração de Resíduo Zero.
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Página 22, 20/04/2013
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