OESP, Economia, p. B18
12 de Out de 2005
Negócios da floresta têm evento inédito em São Paulo
Chamar a atenção para o potencial de geração de negócios de base florestal, bem como inserir esses empreendimentos nas mais diversas cadeias produtivas, são os objetivos da Mercado Floresta, a primeira grande feira de negócios com esse perfil, que será realizada na OCA, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, de 5 a 8 de novembro.
O evento foi idealizado há dois anos pela ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira - que se dedica a orientar e capacitar empreendedores na Amazônia, sempre com o apelo da sustentabilidade. Na época, o governo federal discutia a concessão de áreas florestais da Amazônia para o uso particular, como tentativa de refrear o desmatamento ilegal. Do pensamento à prática, foi preciso muita articulação para trazer em torno de 150 empreendedores a São Paulo, número que ainda não está fechado.
"Não temos ainda a noção exata do que a economia florestal representa para o País. O que virá a São Paulo será uma amostra dos inúmeros tipos de produtos e serviços que a floresta pode gerar", diz Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra. A lista é extensa, e abrange itens como frutas típicas, cosméticos, artesanato e couro vegetal. A intenção, segundo Smeraldi, é dar visibilidade para os pequenos negócios, para que se tornem parte das mais variadas cadeias produtivas. Ele cita como exemplo o cacau nativo, produzido em várzeas do Rio Amazonas.
Na Amazônia, o cacau nativo, uma árvore que chega a 15 metros de altura, tem características especiais que o tornam um produto interessante para determinados nichos de mercado, como a indústria de cosméticos, farmacêutica e de chocolataria fina. Esse cacau tem teor de gordura maior do que a espécie cultivada, e um ponto de fusão mais alto, o que o torna mais resistente ao calor. "Mas por falta de uma cadeia produtiva estruturada, esse cacau especial muitas vezes cai na vala comum do cacau cultivado", diz. "É esse tipo de produto que vamos mostrar na feira."
OESP, 12/10/2005, Economia, p. B18
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