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Navegador mostra estado preocupante de unidades de conservação no litoral

O Dia -ttp://odia.ig.com.br
30 de mai de 2015

Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na próxima sexta-feira, o conservacionista e navegador brasileiro João Lara Mesquita está realizando o sonho de muita gente ligada à causa: percorrer as 63 unidades de conservação (UCs) federais da costa brasileira. A realidade dessas áreas protegidas, porém, está longe do ideal. A situação de 30 visitadas por ele até agora mostra quadro preocupante. "Estou apreensivo, porque a maioria das UCs marinhas não cumpre o seu papel de modo efetivo, que é proteger a biodiversidade", afirma Mesquita.

No litoral do Rio de Janeiro, houve tanto surpresas negativas quanto positivas. A Área de Preservação Ambiental do Cairuçu, em Paraty, sul do estado, por exemplo, carece de pessoal para fiscalização de suas 63 ilhas, além de sofrer com a especulação imobiliária. Já o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, entre os municípios de Quissamã, Macaé e Carapebus, causou boa impressão.

"É um exemplo de boa gestão e de parceria com a comunidade do entorno", ressalta. A unidade de conservação, aberta à visitação pública em dezembro, tem plano de manejo desenvolvido pelo chefe do parque, Marcelo Pessanha, numa gestão compartilhada com a população do entorno. Há profissionais para garantir a fiscalização, com barcos, quadriciclos e veículos 4x4.

As áreas críticas, em geral, incluem recursos humanos escassos, infraestrutura limitada e ausência de planos para gestão das unidades. Entre as de quadro mais difícil está um paraíso brasileiro: o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. De acordo com o pesquisador, há apenas uma embarcação para fiscalizar área de 90 mil hectares, frequentada por cerca de dois mil pesqueiros: "São situações preocupantes e no mínimo desiguais: uma luta de um contra dois mil".

Experiência compartilhada

O conservacionista foi convidado a participar da 8ª edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em setembro, em Curitiba (Paraná). No evento, ele irá compartilhar essa experiência no simpósio 'Quem conhece, conserva: como a comunicação pode mobilizar a sociedade em prol da natureza'.

Segundo Mesquita, a participação da população é fundamental para a efetiva conservação da natureza. Nos próximos meses, o pesquisador visitará as UCs marinhas federais localizadas entre a Bahia e o Amapá, onde encerrará a expedição Mar sem Fim, que tem o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, ONG que também é a realizadora do congresso. Todo o material coletado servirá de base para um livro que mostrará o raio X da conservação nas 63 UCs marinhas federais. Para saber mais sobre o congresso, acesse: www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc

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