OESP, Especial, p. H5
03 de Dez de 2009
Natura lucra com a Amazônia
Cerca de 15% da receita da empresa vem da floresta
Amundsen Limeira
Atualmente, as essências originárias da Amazônia contribuem com 10% a 15% do volume de negócios da Natura, considerado o maior fabricante de cosméticos e produtos de higiene e beleza do Brasil. Ainda assim, na região, o ambiente não é acolhedor para os negócios, segundo Guilherme Leal, copresidente do Conselho de Administração da Natura, que na terça-feira participou do fórum promovido pelo Estado sobre o desenvolvimento da Região Norte.
De acordo com Leal, os entraves burocráticos são tantos que o tempo necessário para desenvolver um produto com um novo princípio ativo pode levar mais de três anos até ser lançado no mercado. "Em um setor que precisa lançar pelo menos 150 novos produtos por ano, isso é tempo demais para qualquer empresa", afirma Leal.
Segundo Marcos Vaz, diretor de Sustentabilidade da Natura, de cinco anos para cá a empresa de cosméticos ajudou a desenvolver 26 novos insumos que utiliza em seu processo de produção.
"Investimos em pesquisa e desenvolvimento cerca de 3% do nosso faturamento, e esse porcentual tem sido crescente na área de biodiversidade ao longo dos últimos dez anos", afirmou o diretor da empresa.
A ênfase nessa área faz parte da estratégia da Natura de substituir as essências de origem petroquímica pelos insumos produzidos com plantas encontradas na Amazônia. Hoje, essa relação se encontra na faixa de 60% de essências florestais e 40% de origem petroquímica.
OESP, 03/12/2009, Especial, p. H5
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.