OESP, Cidades, p.C1
17 de Fev de 2004
Na Guarapiranga, mato no lugar da água Represa, que abastece 3,5 milhões de pessoas, está com 35,1% de sua capacidade
O píer de uma marina na Represa de Guarapiranga, cheio de mato onde deveria haver água, ajuda a ilustrar o nível baixo do reservatório, responsável pelo abastecimento de 3,5 milhões de paulistanos. Atualmente, a Guarapiranga está com 35,1% de sua capacidade de armazenamento. Na mesma época no ano passado, o índice era de 48,6%.
Mas o nível vem aumentando desde o início do ano, quando a represa da zona sul estava com 27%, marca que indicava risco potencial de racionamento, do mesmo modo que no Sistema Cantareira.
As chuvas dos últimos dias, com médias de 70,4 milímetros, praticamente afastaram a possibilidade de rodízio na área atendida pelo reservatório: basicamente a zona sul de São Paulo e parte da região metropolitana.
Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a maior preocupação ainda é o Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas, e está com somente 6,5% de sua capacidade.
Caso chegue a 25% no próximo mês, o racionamento no sistema poderá ser evitado, segundo o superintendente da Unidade de Produção de Água da Sabesp, Paulo Massato. "São grandes as possibilidades de precipitações acima da média ainda neste verão", afirmou. De abril a setembro, ocorre o período de estiagem, com raras chuvas na região metropolitana.
Com a escassez das chuvas, o Cantareira teve sua produção de água reduzida de 33 mil para 29 mil litros por segundo. Áreas próximas da Avenida Paulista, de Osasco e bairros da zona leste, como Penha, São Miguel Paulista e Itaim Paulista, antes abastecidos pelo Cantareira, passaram a ser atendidos pela Guarapiranga e pelo Sistema Alto Tietê.
O Alto Cotia, que enfrentou racionamento durante dois meses em 2003, tem se recuperado gradativamente. Em janeiro, estava com 11,6% de sua capacidade. Este mês, está com 30,8%. (M.A.)
OESP, 17/02/2004, p.C1
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