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Autor: Liana Feitosa
22 de Dez de 2025
Na Afonso Pena, mulheres Kaingang transformam palha de taquara em arte para garantir sustento
Grupo chegou da região de Guarapuava, no Paraná, há 6 dias
Quem passa pela Avenida Afonso Pena com a Rua Rui Barbosa, no Centro de Campo Grande, facilmente visualiza um grupo de mulheres sentadas no canteiro central da avenida fazendo alguns produtos manuais.
Elas fazem parte de um grupo de sete pessoas, incluindo duas crianças, que veio do Paraná para passar o Natal e Ano Novo em Campo Grande pela primeira vez. Aqui, chegaram para apresentar a arte que produzem e conseguir comercializar diversos produtos feitos de palha de taquara, totalmente confeccionados manualmente.
Uma dessas pessoas é a artesã Claudete Ribeiro, da etnia Kaingang. Esse povo vive no sul do país, não apenas no Paraná, mas também em territórios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Ela conta que, com alguma frequência, o grupo se desloca para outras cidades e estados em busca de novos compradores para sua arte, como forma de subsistência.
"A gente veio de Guarapuava faz seis dias. A gente faz cestas, fruteiras, chapéu, tudo de palha de taquara. A gente mesmo colhe no mato pra fazer", relata Claudete enquanto constrói uma fruteira colorida ao lado da mãe e de dois filhos.
A taquara é um tipo de bambu cuja palha é muito usada emRetorno para casa
Até o momento, eles não têm data para retornar ao Paraná. "Quando a gente vender tudo, a gente vai voltar pra nossa aldeia", completa Claudete.
Quando chegaram em Campo Grande, foram atendidos pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e encaminhados ao Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua).
Agora, pedem apoio da população, não apenas para que comprem seu artesanato, mas também doem roupas, calçados, alimentos e itens como cobertores e mantas.
Claudete explica que o grupo não trouxe muitos itens pessoais por impossibilidade de carregar tantas coisas, e priorizaram trazer insumos para produzir os itens feitos de palha cestarias e também nos telhados das casas indígenas.
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