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Museu Emílio Goeldi arrecada doações para comunidades quilombolas de Gurupá

G1 PA — Belém -
Autor: G1 PA - Belém
26 de ago de 2020

Instituição ajuda os grupos no combate a Covid-19 doando cestas de alimentos, álcool em gel e equipamentos de proteção individual.

O Museu Emílio Goeldi está arrecadando doações para as comunidades quilombolas do município de Gurupá, no Marajó. A instituição está ajudando os grupos no combate a proliferação da Covid-19 doando cestas de alimentos, álcool em gel e equipamentos de proteção individual.

Essas comunidades são parceiras do projeto Origens, Cultura e Ambiente (OCA), coordenado pela arqueóloga Helena Lima, pesquisadora e curadora do Museu Goeldi, desde 2014. Juntos eles tem trazido evidências materiais sobre a cultura do município em diferentes momentos desde a pré-história.

Segundo a arqueóloga, com as doações de alimentos e equipamentos de proteção, a ideia é oferecer um apoio às comunidades, reduzir a necessidade de viagens à sede municipal para a aquisição de mantimentos e assegurar a proteção dos moradores nos contatos interpessoais, diminuindo os riscos de contágio.

"Reforço que o nosso compromisso com as pessoas (parceiros, interlocutores de pesquisa e amigos) vai muito além da esfera acadêmica e passa por relações de afeto. Por isso vemos que o momento é para a mobilização e apoio", comenta.

Entre outras ações, a equipe do OCA desenvolveu oficinas variadas com os professores locais, a produção de materiais didáticos diferenciados, além da curadoria e montagem de uma exposição. Em 2018, o projeto foi reconhecido pela 31ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na categoria de "ações de excelência na preservação do patrimônio cultural material".

Quilombolas contra a Covid-19
Segundo o Observatório da Covid-19 nos Quilombos, até o dia 19 de agosto o Brasil já possuía 4.276 casos confirmado e 153 óbitos pela doença. Na região Norte estão mais de 50% dos casos mapeados em todo o país. Em julho, o Pará já era o estado que com maior número de registros e mortes entre as comunidades.

Para combater o avanço da doença entre os territórios quilombolas de Gurupá, uma rede de organizações nacionais e internacionais está levantando, desde julho, fundos de apoio para adquirir alimentos e equipamentos de proteção.

"O avanço do vírus nessas comunidades remanescentes de quilombo é preocupante, dada a sua agressividade e as possíveis perdas de nossos anciões quilombolas. É um pouco da nossa história que se vai. Para além da conservação da saúde dos moradores dessas comunidades, é nosso dever como guardiões sensibilizar a todos pela guarda dessa patrimônio", defende Cássia Benathar, que é uma das idealizadoras e coordenadoras do coletivo "Nós, os guardiões", que faz parte do OCA.

Para ajudar
A Campanha de Apoio aos Quilombolas de Gurupá continua nas próximas semanas. Doações podem ser feitas por meio da conta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá.

Banco: Banco do Brasil
Agência: 7125-0
Conta Corrente: 741625-3
CNPJ: 05.849.898/0001-90

https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2020/08/26/museu-emilio-goeldi-arr…

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