O Globo, Economia, p. 16
Autor: VIDOR, George
20 de Ago de 2012
Muito devagar
Raul Pinho, embaixador do Trata Brasil (organização que se dedica a analisar a situação do saneamento básico no país), atualizou por iniciativa própria a série histórica que a entidade usara por sete anos e chegou a um resultado pouco animador. As cidades que aparecem nas melhores posições são as mesmas de sempre, assim como as piores. As melhores se concentram em São Paulo, e as piores no Norte, sobressaindo-se Porto Velho (Rondônia) e Macapá (Amapá). A esperança que esse quadro mude está na contrapartida exigida por conta da construção das hidrelétricas do Madeira, pois os investidores realizarão obras de saneamento básico em Porto Velho, que ainda despeja seu esgoto no rio. Também na lanterna estão cidades da Baixada Fluminense, contribuindo fortemente para a poluição da Baía de Guanabara. Um novo plano está saindo do papel, renovando a promessa de despoluição.
O saneamento básico é atribuição municipal, mas as companhias estaduais é que prestam o serviço. Em algumas cidades concessionários privados assumiram essa tarefa. A parceria público-privada tem se mostrado na prática um bom modelo, enfrentando, porém, a resistência de companhias estaduais. Quando elas investem, optam por levar água aos domicílios, deixando de lado a coleta e o tratamento de esgoto. Só que todo mundo sabe que 80% da água fornecida viram esgoto depois.
O Globo, 20/08/2012, Economia, p. 16
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