Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
08 de Mar de 2005
O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 10 dias para que a Funasa explique as causas das mortes das crianças indígenas xavantes e para que o Ministério da Assistência e Desenvolvimento Social, em Brasília, informe como está gerindo a distribuição de alimentos do "Fome Zero", para os índios de Mato Grosso.
O procurador Mário Lúcio Avelar vai mover uma ação civil pública contra a Fundação, que teria sido omissa na prestação do serviço.
Atualmente existem no MPF 13 procedimentos administrativos que apuraram desde a falta de vacinação até a negligência no atendimento dos índios. As investigações são de vários e diferentes anos, desses, seis são contra a Funasa.
Segundo o MPF, até o momento uma ação para defender os direitos indígenas foi movida em favor dos cinta-larga contra a Funasa. A demanda teria sido criada em função da definição de que eles deveriam ser atendidos por instituições instaladas no estado de Rondônia. Porém, nos municípios mato-grossenses de Juína e Aripuanã vivi uma grande população da etnia e, muitas vezes, eles têm que se deslocar por mais de 1 mil quilômetros para conseguir uma simples vacinação. O MPF pede na ação que o órgão faça o atendimento aos cinta-larga em Mato Grosso. Até o momento, o problema não teve solução. O coordenador estadual da Funasa, Jossy Soares, foi procurado para falar sobre o assunto, mas, não retornou até o fechamento da edição.
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