VOLTAR

MP discute desemprego de indígenas em usinas

Dourados Agora - http://www.douradosagora.com.br
Autor: João Rocha
19 de Mar de 2010

Lideranças indígenas das aldeias de Dourados e região estiveram reunidas ontem, com representantes dos ministérios públicos Federal e do Trabalho para discutirem o futuro dos trabalhadores índios que deverão perder os empregos nas usinas de Mato Grosso do Sul. Atualmente cerca de 7 mil nativos estão empregados no Estado.
Dentre as autoridades presentes na reunião estavam a procuradora do MPT, Simone Beatriz de Rezende, e o coordenador da Comissão Permanente de Fiscalização das Condições de Trabalho de MS, Malcir Paulleti, além de representantes de outras entidades. O debate aconteceu no auditório da Delegacia da Polícia Federal.
A procuradora do trabalho explicou que essa foi a primeira de várias discussões que deverão ser promovidas com lideranças indígenas do Estado com o objetivo de encontrar uma solução para o problema. "Essa foi uma reunião piloto. A princípio fizemos entrevistas com vários trabalhadores índios onde constatamos a preocupação dele com a perda do trabalho. Queremos ouvir o que as lideranças indígenas têm a dizer e assim procurar alternativas para minimizar o impacto da mecanização", ressaltou Simone Rezende, que não descarta a possibilidade da implantação de cursos profissionalizantes dentro das aldeias, caso a comunidade julgue importante.
O MPT prevê que, em no máximo dois anos, a mão-de-obra indígena nas usinas será substituída por máquinas, o que deve causar desemprego.
Fernando Souza, que faz parte do Conselho Estadual Indígena,que as lideranças indígenas teilxxxx disse que a as usinas empregam um número considerável de patrícios e que o desemprego em massa somado a mão-de-obra ociosa pode resultar no aumento dos índices de alcoolismo, criminalidade e até suicídio. "Esperamos que o Ministério do Trabalho analise o nosso problema e consiga realizar medidas capazes de capacitar e oferecer a esses trabalhadores um redirecionamento no mercado de trabalho", enfatizou o líder indígena.
O assistente social Kenid Moraes de Sousa que participou da reunião representando a Organização não Governamental (OnG) Ação de Jovens Indígenas (AJI), afirmou que a situação nas aldeias da região é preocupante. "Falta qualificação profissional dentro das aldeias e isso dificulta o acesso do índio, principalmente os jovens, no mercado de trabalho. A nossa comunidade está vivendo à margem da sociedade. Isso é o reflexo a postura no governo brasileiro", desabafou o jovem índio.
Enquanto a mecanização das usinas causa preocupação e desemprego nas aldeias indígenas do Mato Grosso do Sul, para outros setores essa mudança é sinônimo de mais oportunidade de trabalho, pois centenas de jovens estão sendo contratados por empresas que prestam manutenção nesses equipamentos. O detalhe, é que esses profissionais precisam ter conhecimento nas áreas de mecânica, hidráulica, elétrica e eletrônica, devido a alta tecnologia aplicadas nos equipamentos.

http://www.douradosagora.com.br/not-view.php?not_id=277654

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.