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Mozarildo defende maior presença militar na Amazônia

Brasil Norte-Boa Vista-RR
14 de Out de 2004

O senador lembrou que a Amazônia corresponde a cerca de 60% do território nacional

Uma das maiores demandas das Forças Armadas está no aumento de sua presença na região amazônica, disse o senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR) ontem ao apresentar ao Plenário parecer técnico sobre o tema, solicitado por ele à Consultoria do Senado.
O senador pediu a transcrição do documento nos Anais da Casa, por traçar um retrato da situação atual na região. Para ele, é necessária uma maior presença das Forças Armadas na Amazônia devido à grande vulnerabilidade da área e ao poder de suas riquezas naturais.
O senador lembrou que a Amazônia brasileira possui 5.109.812 de quilômetros quadrados, que correspondem a cerca de 60% do território nacional e a aproximadamente 70% da chamada Amazônia continental, que inclui áreas pertencentes à Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana.
A Amazônia mantém fronteira com todos esses países, exceto o Equador, ao longo de 12 mil quilômetros.
A extensão territorial da Amazônia, de acordo com o senador, lhe confere um estatuto de quase-continente, a que se soma a importância estratégica de deter a principal fonte de água e 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta.
Faixa de fronteira
Além desses argumentos apresentados por Mozarildo para o aumento do efetivo militar na Amazônia, ele citou ainda a necessidade de melhorar as condições de proteção da extensa faixa de fronteira, a existência de grande faixa de fronteira com a Colômbia - que vive em conflito armado -, a ameaça externa à soberania brasileira, o controle mais eficaz da entrada de armas e drogas, a maior integração nacional e com os países vizinhos.
Mozarildo acrescentou que o governo precisa se empenhar na formação de oficiais na região, abrangendo estados como Roraima, Amazonas e Rondônia, para que os novos militares possam ter uma noção mais exata da Amazônia

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