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Movimento tenta impedir construção de barragens em Área de Proteção Ambiental de Campinas

Carta Campinas - http://cartacampinas.com.br/
Autor: Carta Campinas
21 de jun de 2018

Movimento tenta impedir construção de barragens em Área de Proteção Ambiental de Campinas
By Carta Campinas / in Economia e Política, Manchete / on quinta-feira, 21 jun 2018 04:16 PM

Movimento contra barragens na APA (Área de Proteção Ambiental) de Campinas criou Grupo de Trabalho e marca ato público em Sousas.

O primeiro ato do GT será na Praça Beira-Rio, em Sousas, no próximo sábado, dia 23, das 10h30 às 12h30. A mobilização acontece porque haverá o debate do Plano de Manejo da APA, marcado para as 18h30 do dia 25, no salão social anexo à Subprefeitura de Joaquim Egídio.

Veja as informações do movimento:

"A construção de duas barragens, uma no Rio Jaguari e outra no Rio Atibaia, vai acarretar uma série de impactos ambientais e sociais negativos na APA (Área de Proteção Ambiental) Campinas.

A preocupação com a agressão ao meio ambiente e prejuízos para a população levaram o CONGEAPA, entidades de defesa ambiental e da sociedade civil organizada a formarem um grupo de trabalho (GT Barra Barragem) para alertar a população sobre os riscos que os empreendimentos representam.

O primeiro ato do GT será uma grande mobilização na Praça Beira-Rio, em Sousas, com distribuição de panfletos, instalação de faixas e pronunciamento de ambientalistas. O evento está marcado para o próximo sábado, dia 23, das 10h30 às 12h30. Na oportunidade, os moradores de Sousas e turistas serão convidados a participarem de uma audiência pública sobre o Planejo de Manejo da APA, marcado para o dia 25, em Joaquim Egídio, e a participarem de um abaixo-assinado (físico e virtual) contra a instalação das barragens.

O GT Barra Barragem, tem uma série de alertas em relação às represas a serem construídas na APA. As obras são de responsabilidade do governo do Estado, no Rio Jaguari, e da Prefeitura de Campinas, que terá parceria da iniciativa privada, no Rio Atibaia.

Em primeiro lugar, as entidades sustentam que a construção de barragens para reservar água é uma técnica ultrapassada. Especialistas defendem que a água deve ser "guardada" no subsolo e que as nascentes precisam ser preservadas, correndo-se o risco de não haver, no futuro, água para encher esses barramentos. Os organizadores do evento sustentam essa tese recordando a estiagem de 2014, que praticamente secou o Sistema Cantareira e chegou a reduzir a zero a vazão do Rio Atibaia.

Outra questão, segundo os integrantes do Barra Barragem, é destinação da água da Barragem de Pedreira, como o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) batizou a represa a ser construída no Rio Jaguari. Eles afirmam que a destinação principal da água é a Replan (Refinaria de Paulínia), ao contrário do que os empreendedores argumentam, de que será destinada ao abastecimento de cidades da região. Prova disso, segundo eles, é que a Prefeitura de Campinas não precisaria construir uma represa no Atibaia, se pudesse contar com a água a ser reservada no Jaguari.

A construção das represas vai exigir a supressão de uma grande quantidade de vegetação, incluindo matas nativas, com ameaças à fauna, que inclui espécies em extinção. Existe ainda um dano irreparável ao patrimônio histórico, com a inundação de fazendas centenárias, além do desalojamento de várias famílias, em Sousas e Pedreira, que ainda não foram indenizadas.

O ato marcado para a Praça Beira-Rio visa a suprir, segundo os organizadores, a falta de transparência dos órgãos envolvidos em relação à construção dos barramentos. A Prefeitura de Campinas foi convidada a participar de duas reuniões com a população, uma na Câmara dos Vereadores, promovida pelo CONGEAPA e outra realizada na Casa de Cultura e Cidadania Antonio da Costa Santos, em Sousas, e não compareceu.

Nessas oportunidades, foi decidida a formação do grupo de trabalho para fornecer informações para a população. A prefeitura também não estaria fazendo a divulgação necessária da audiência pública, necessária para finalizar o Plano de Manejo, que vai definir quais os tipos de empreendimentos serão permitidos dentro da APA e sua gestão, que hoje tem participação da sociedade através do CONGEAPA

Congeapa

Segundo o GT, é importante a presença da população na audiência pública para debater o Plano de Manejo da APA, marcado para as 18h30 do dia 25, no salão social anexo à Subprefeitura de Joaquim Egídio. O Plano de Manejo é de fundamental importância para todas as atividades da APA.

Na audiência, as entidades vão denunciar a intenção da Prefeitura de Campinas, de aprovar o mais rapidamente o Plano de Manejo, sem debate com a população, para poder aprovar novos loteamentos. Denunciam também a intenção da prefeitura, de intervir na estrutura do Conselho Gestor da APA Campinas (Congeapa), determinando que sua presidência deixe de ser exercida pela sociedade civil, passando a ser uma indicação da Administração.

Essa manobra, segundo o Congeapa, transformará um Conselho hoje independente em uma extensão da Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável (SVDS), que tem pressa em liberar a instalação de novos grandes loteamentos."

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