JB, Informe JB, p.A6
31 de Mai de 2004
Movido a dendê
O Brasil consome anualmente 37 bilhões de litros de óleo diesel, dos quais cerca de 6 bilhões são importados. Com a mistura de 2% de óleo vegetal, a partir do próximo ano, conforme prevê o Programa Nacional do Biodiesel, o país economizará 750 milhões de litros e US$ 350 milhões. Paralelamente dará início a um programa de geração de emprego, avanço tecnológico e inclusão social. Grupo de trabalho constituído pelo presidente Lula e coordenado por Rodrigo Antônio Rodrigues, do Gabinete Civil, se dedica desde outubro passado a viabilizar o programa, regulamentando o óleo vegetal combustível, ou biodiesel, e garantindo o abastecimento em todo o território nacional. O projeto deverá estar concluído até o fim de novembro, incluindo o enquadramento fiscal e tributário, a estruturação e a classificação físico-química do novo combustível. Semana passada, em reunião com diretores da Anfavea e técnicos dos ministérios das Minas e Energia e do Desenvolvimento, a indústria automobilística reconheceu a importância e acertou sua participação no programa. O biodiesel será produzido a partir da mamona, da soja e do dendê, beneficiando as regiões produtoras, informa Ângelo Bressan, integrante do grupo pelo Ministério da Agricultura. As pesquisas sobre o biodiesel apresentam resultados amplamente satisfatórios.
O óleo diesel de origem fóssil, não renovável, mais caro e poluidor, contrasta com o biodiesel, apoiado até pelo Ibama.
Primeiro o trabalho
O programa do biodiesel está sendo trabalhado ativamente antes de lhe ser dada ampla divulgação. Não é inédito, mas só será lançado oficialmente no Palácio do Planalto quando estiver com os rumos definidos. A quantidade de óleo vegetal misturada ao diesel vai aumentar gradativamente até 20%.
JB, 31/05/2004, p. A6
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