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03 de Abr de 2018
O projeto CineCafé apresenta, durante todo este mês, a Mostra de Cinema Indígena no Sesc Sorocaba. A mostra faz parte do projeto "Povos Sagrados: Expressões Indígenas", que privilegia o protagonismo dos índios, desde a curadoria até a realização das ações. As exibições acontecem sempre às terças-feiras, às 19h, no teatro e são gratuitas. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência, na central de atendimento.
Após cada exibição, acontece o Cinema em Reflexão, com a participação de estudantes indígenas da UFSCar. Em cada bate-papo serão discutidas questões que envolvem as diferentes etnias indígenas.
Nesta terça-feira (03), a exibição que abre a mostra é Piõ Höimanaze/A mulher xavante em sua arte (direção: Cristina Flória. Brasil. 2017, 52 min.). O filme apresenta um olhar entre os múltiplos ângulos de uma tradição. Uma ação para preservar o patrimônio cultural feminino das mulheres A"uw? de Etenhiritipa revela a riqueza de conhecimento que essas guerreiras preservam há milhares de anos e elucida o universo feminino indígena. A classificação indicativa do filme é 12 anos.
As hiper mulheres (direção: Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro. Brasil. 2012. 80min.) será exibido na próxima terça-feira (10). A história é de um velho que, temendo a morte da esposa idosa, pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente. A classificação indicativa do filme é 10 anos.
Já no dia 17, será exibido Índio Cidadão? (direção: Rodrigo Siqueira. Brasil. 2014, 52min.), que fala sobre a luta das nações indígenas para conquistar - e manter - os direitos garantidos pela lei. Contando com depoimentos de ativistas e importantes lideranças, o documentário aborda momentos marcantes desta jornada, que segue até hoje, como a ocupação da Câmara dos Deputados em 2013. Uma batalha para impedir que continue o extermínio de lideranças e grupos indígenas e garantir o direito do ser humano. A classificação indicativa do filme é 14 anos.
A exibição que fecha a mostra, no dia 24, é Piripkura (direção: Bruno Jorge, Mariana Oliva e Renata Terra. Brasil. 2017, 82min.). A história é a de dois indígenas nômades, do povo Piripkura, que sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da Floresta Amazônica. Jair Candor, servidor da FUNAI, acompanha os dois índios desde 1989. Ele realiza expedições periódicas para monitorar vestígios que comprovem a presença deles na floresta e impedir a invasão da área. Packyî e Tamandua vivem com um facão, um machado cego e uma tocha. A classificação indicativa do filme é 10 anos.
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