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Mortes no trafego e por homicidio alarmam

OESP, Vida, p.A21
05 de Nov de 2004

Tráfego e homicídio põem País no caminho errado
Altos e impressionantes, esses números mostram, segundo o IBGE, que "o Brasil está na contramão da sustentabilidade"
Karine Rodrigues
Rio
Os coeficientes de mortalidade por homicídios e por acidentes de transporte no País impressionam e mostram, segundo a coordenadora de Indicadores Sociais do IBGE, Denise Kronemberger, que "o Brasil está na contramão da sustentabilidade". Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente dos países em desenvolvimento, os desastres ocorridos com motoristas e pedestres nas vias públicas matam no Brasil, anualmente, 18 em cada 100 mil habitantes, considerando dados de 2001.
"Por ameaçar a segurança física das pessoas, os acidentes de trânsito interferem na qualidade de vida da população, algo essencial na busca do desenvolvimento sustentável", salienta Denise.
O relatório destaca que o problema pode ser evitado e chama atenção para a necessidade de os governos incluírem em seus planejamentos estratégias para reduzir o número de óbitos, como campanhas educacionais, sinalização adequada e conservação de vias públicas.
RORAIMA
Considerando o ano de 1992 e o de 2001, que traz os dados mais recentes, o coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte permanece estável, na faixa dos 18 por 100 mil habitantes. Durante o período, houve um aumento entre 1993 e 1997, quando começou novamente a cair.
Roraima tem o maior coeficiente do País - 38. As estatísticas indicam que o problema não está concentrado em apenas uma região, já que Santa Catarina (28,6), Mato Grosso (27,8) e Espírito Santo (25,9) apresentam também números expressivos. Em São Paulo, são 18,5 mortes em cada 100 mil habitantes.
Comparando os dados por sexo, os homens são as maiores vítimas, com o coeficiente de 29,8 por 100 mil habitantes - cinco vezes mais do que o registrado entre o sexo feminino, segundo dados de 2001.
ALVO MASCULINO
Além de ser o alvo preferencial nos desastres de trânsito, o homem também é o mais atingido quando se fala em morte por homicídio. Dados de 2001 revelam que o coeficiente entre o sexo masculino é quase 12 vezes maior do que o encontrado entre as mulheres: 51,96 ante 4,40 por 100 mil habitantes. O indicador mostra que o problema vem crescendo no Brasil desde 1992. Passou de 19,21 para 27,84, em 2001, um aumento de 45%.
Na comparação dos dados por Estados, Pernambuco lidera, com 58,66 óbitos totais (homens e mulheres) por 100 mil habitantes, seguido do Rio (50,57), do Espírito Santo (46,02) e de São Paulo (41,92). É uma realidade muito diferente da registrada, por exemplo, em Santa Catarina (8,72), onde o coeficiente é cerca de seis vezes inferior - o menor do País.

Números do trânsito
18 em cada 100 mil habitantes perdem a vida em acidentes ocorridos com motoristas e pedestres no Brasil, de acordo com dados de 2001.0 número manteve-se estável de 1992 a 2001
38 é o coeficiente de Roraima de mortos no trânsito a cada 100 mil habitantes, o maior entre os Estados brasileiros
18,5 pessoas por 100 mil morrem em São Paulo
5 vezes mais homens morrem em desastres do que as mulheres, o que dá um coeficiente de 29,8 por 100 mil habitantes

OESP, 05/11/2004, p. A21

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