Campo Grande News
Autor: Sandra Luz e Graciliano Rocha
19 de Abr de 2007
A mortalidade infantil indígena caiu pela metade em cinco anos em Mato Grosso do Sul, segundo Willian Pimentel, representante do presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) Danilo Fortes. Ele participou nesta quinta-feira, dia 19, da inauguração da Casai (Casa do Índio) em Campo Grande, mas admitiu que os níveis de mortes entre filhos de comunidades tradicionais estão bem distantes dos níveis da sociedade envolvente.
Conforme Pimentel, em 2000, a mortalidade infantil indígena estava na proporção de 80 casos para cada mil nascidos vivos e, hoje, chega a 40 para cada mil. Pimentel afirmou que entre a sociedade envolvente, os não-índios, para cada mil crianças que nasceram em 2000, o índice de mortes foi de 7,1. Em 2006, foram 3,11 mortes para cada mil.
Entre as estratégias para a redução de mortes está o aumento da oferta de água tratada. As causas de mortes precoces entre indígenas têm diversos fatores que passam da desnutrição à doenças relacionadas. Para a Funasa, oferecer água tratada é uma forma de reduzir os riscos de contaminação por doenças de veiculação hídrica. Hoje, segundo Pimentel, a fundação realiza obras em 52 das 72 aldeias do Estado. Os trabalhos são de captação e distribuição de água potável.
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