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Mortalidade infantil diminui 25% nas aldeias

Diário Digital (Campo Grande - MS) - www.diariodigital.com.br
27 de Abr de 2015

Afirmação é do coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena de MS, Hilário da Silva

A mortalidade infantil nas aldeias de Mato Grosso do Sul diminuiu 25%, conforme dados do Distrito Sanitário Especial Indígena de MS (DSEI). A informação foi confirmada também pelo coordenador do DSEI, o indígena Kadiwéu Hilário da Silva, na manhã de hoje (20), em uma reunião de prestação de contas de um ano de gestão.

O número, de acordo com Hilário, é positivo. Outro dos avanços em um ano de gestão, conforme o coordenador, foi no abastecimento de medicamentos nas aldeias. "Os avanços de maior reflexo são: o abastecimento de medicamentos, conseguindo insumos para as equipes e diminuir a mortalidade infantil, de 28 por mil, para 21 por mil", revela Hilário.

Ele também afirmou que a reunião é uma reação das lideranças sobre um impasse que tem esquentado a cabeça de alguns, uma tentativa de 'intervenção política'. "Houve uma reação da comunidade com o posicionamento de um grupo pequeno que quer tirar lideranças e colocar políticos", afirmou o coordenador.

A missão institucional da Secretaria Especial de Saúde Indígena é levar atenção básica dentro das aldeias. Em MS são 13 polos do DSEI, sendo o maior distrito em território nacional, atendendo cerca de 55 mil indígenas. "Nesse um ano temos feito um trabalho diário, conversando com lideranças, visitado aldeias e profissionais nos polos", revela.

Em entrevista, Hilário afirmou que houve melhora, mas há alguns pontos críticos. "Nós estamos coordenando um órgão que cuida da saúde, mas se outras necessidades não forem bem cuidadas, ou não forem vistas como prioridade para a população indígena, o índio adoece, com falta de alimento, de moradia digna", fala.

O medo, com esse impasse, é de uma decadência do trabalho já feito. "As coisas estão caminhando, o medo é ter uma decadência de tudo que já se construiu, por isso estamos fazendo essa reunião de prestação de contas para lideranças de base, que representam o usuário, porque time que está ganhando não se meche", declara.

O coordenador Wanderley Guenka, que atua na gestão com Hilário, reafirmou a pressão em cima da gestão. "A gestão está pautada em trabalho técnico e muitas vezes a parte técnica não atende alguns víeis políticos, então existe sim uma pressão em cima do coordenador", diz.

O cacique Jorge Gomes afirmou que houve melhora, principalmente em relação a medicamentos. "Muitas vezes eu tinha que comprar, mas agora melhorou muito. Não chegou a hora de mexer, tem que deixar a pessoa trabalhar, a decisão de um grupo tem que ser respeitada", afirmou.

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