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Moda contribui para aquecimento

O Globo, Ciência e Vida, p. 38
27 de jan de 2007

Moda contribui para aquecimento
Produção cada vez maior de roupas aumenta as emissões de C'02

A crescente indústria da chamada "fast fashion", a moda de vanguarda a baixo custo, encanta os consumidores, sobretudo os adolescentes, porque os permite usar todas as últimas tendências, e mesmo mudar de estilo rapidamente, por preços razoáveis. Mas, do ponto de vista do meio ambiente, trata-se de um problema cada vez maior, como revela um estudo recém divulgado.

Embora muitos materiais sejam reciclados rotineiramente, isso não costuma acontecer com os tecidos. E as roupas são uma grande e crescente fonte de emissões de dióxido de carbono (C02), o principal gás do aquecimento global, tanto pela forma como são produzidas quanto por sua manutenção, aponta uma pesquisa realizada na Universidade de Cambridge, chamada "Bem vestido?".

A indústria têxtil global deveria adotar uma consciência ecológica, conclui o estudo. Os pesquisadores britânicos apontam, inclusive, como desenvolver uma indústria de roupas mais sustentável - um aparente paradoxo num mundo em que a moda muda a cada mês.

É difícil imaginar como consumidores ávidos por novas tendências, ou mesmo as marcas que as criam, vão responder às sugestões do relatório: que as pessoas passem a alugar roupas por mês ou por estação do ano para que elas possam ser reaproveitadas e que comprem roupas que durem anos. Boa parte da população, sobretudo na Europa e nos EUA, já se acostumou a reciclar plástico, alumínio e papel. Mas roupas que não são mais usadas continuam sendo jogadas no lixo.

O relatório ressalta os benefícios dos tecidos sintéticos.
Embora o algodão seja mais barato e consuma menos energia na sua produção do que as fibras sintéticas, a longo prazo não há beneficio. Uma camiseta de algodão, por exemplo, requer em lavagens e secagem mais que o dobro da energia necessária para produzi-la.

A principal diferença é que as roupas de poliéster, por exemplo, podem ser lavadas a temperaturas mais baixas, não precisam ser passadas ou secas em máquinas (uma necessidade em climas mais frios).

O Globo, 27/01/2007, Ciência e Vida, p. 38

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