VOLTAR

MMA lança mapeamento de REDD+ na Amazônia

MMA - http://www.mma.gov.br
Autor: Alethea Muniz
17 de Jun de 2012

A estratégia de redução de emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal (REDD+) é uma oportunidade de canalizar recursos e desenvolver uma economia verde de base florestal. É o que mostra estudo lançado neste sábado (16/06) pelo Ministério do Meio Ambiente no Parque dos Atletas, área que reúne eventos paralelos aos encontros oficiais da Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O levantamento, realizado em sete dos nove estados da Amazônia brasileira, apresenta panorama das políticas e iniciativas relacionadas às mudanças climáticas na região. Foi realizado pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA em parceria com o Instituto de Conservação e Sustentável do Amazonas (Idesam), com financiamento da Embaixada do Reino Unido.

"Esse estudo é importante porque mostra com que marco regulatório se terá que trabalhar", comentou o pesquisador Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Hargrave destacou ainda que a REDD+ atrai a atenção pelo dividendo triplo que tem: controla desmatamento, controla emissões e ainda distribui renda. E completou: "transferências intergovernamentais podem ser mecanismos de transferências de recursos na estratégia de REDD+".

O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, destacou que o grande desafio em REDD+ é construir uma política florestal para o país que integre ações regionais com a estratégia nacional. A SMCQ também lançou o Relatório de Painel Técnico do MMA sobre financiamento, benefícios e cobenefícios em REDD+. Marco Antonio Fujihara, um dos especialistas que participou da elaboração do painel técnico, lembrou ainda que 58% do potencial do REDD+ do mundo estão no Brasil. "Temos que avançar e quebrar as resistências em relação a essa questão", afirmou ele.

Para saber mais

A redução de emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal (REDD+) foi formalmente incluída como tema da agenda de negociações internacionais sobre mitigação de mudanças climáticas em 2005, durante a COP II. Em 2007 passou a ser tema central das negociações internacionais, com acordo estabelecido em 2010, durante a COP 16 (Acordos de Cancún).

A partir de então ficou estabelecido que as ações de REDD+ devem basear-se em resultados verificáveis. Para isso, os países assumiram o compromisso de desenvolver estratégias nacionais, estabelecer nível nacional de referencia de emissões florestais e realizar o monitoramento das emissões em seus territórios.

No Brasil, a estratégia está sendo desenvolvida nos estados da Amazônia. O plano brasileiro, no entanto, prevê a ampliação para todos os biomas até 2015.

http://www.mma.gov.br/informma/item/8433-mma-lan%C3%A7a-mapeamento-de-r…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.