O Globo, Rio, p. 23
10 de Jun de 2004
Ministra do Meio Ambiente lança Banco de DNA no Jardim Botânico
Marina Silva critica a biopirataria de outros países em visita ao parque
Em visita ao Jardim Botânico, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, inaugurou ontem o Laboratório de Fitossanidade e Biologia Molecular e o Banco de DNA da instituição. Ela também lançou o programa Monitores do Jardim - que a partir de segunda-feira começa a preparar estudantes da rede pública para orientar os visitantes. A visita, dentro da programação da Semana Mundial do Meio Ambiente, marcou também as comemorações dos 196 anos do parque.
A ministra plantou a muda de uma nova espécie de árvore encontrada no Parque dos Pontões, no Espírito Santo - que em sua homenagem foi batizada de Tibouchina marinae. Ela ressaltou a importância de atrelar o desenvolvimento à preservação do meio ambiente e disse que as empresas que não fazem essa integração estão fadadas ao fracasso, no futuro.
Marina lamentou que as riquezas nacionais estejam sendo pirateadas por outros países:
- Infelizmente, há dez anos uma lei de controle da biopirataria está tramitando no Congresso e não passa disso.
Ela destacou algumas medidas que estão sendo tomadas no âmbito de sua pasta. Em parceria com a Infraero, já foram realizadas duas mil operações de apreensão em aeroportos do país. Com a Polícia Federal, o Ibama criou 27 delegacias para cuidar dos crimes contra o meio ambiente.
O Banco de DNA inaugurado no Jardim Botânico coletará e preservará amostras genéticas de espécies vegetais nativas. A meta é reunir anualmente cerca de mil exemplares. O banco vai facilitar o estudo das espécies nativas, a troca de experiências e o desenvolvimento de produtos, como a fabricação de medicamentos.
A ministra ainda participou da reabertura da Estufa das Insetívoras e da apresentação do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Marina também visitou uma exposição sobre o futuro Museu Botânico.
O Globo, 10/06/2004, Rio, p. 23
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