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03 de Jul de 2010
O 7 Batalhão de Infantaria de Selva (7 BIS) possui seis Pelotões de Fronteira (PFs), dois deles com acesso apenas aéreo. De acordo com o comandante do BIS, coronel Guerra, atuam nesses destacamentos cerca de 400 militares. Ele disse que desde que assumiu o posto, em 08 de janeiro, nenhum militar passou mais de dois meses sem vir para a capital.
"A permanência dos militares em qualquer pelotão, até ele ser transferido para outro destacamento, é de um ano. Mas durante esse tempo, pelo menos seis vezes ele é trazido para Boa Vista, onde passa um determinado tempo com a família", explicou.
O coronel ressaltou que podem existir algumas exceções, por conta do Plano de Apoio à Amazônia (PAA), ou seja, a quantidade de voos e vagas disponibilizadas aos militares.
"Por mês, são realizados com o apoio da aeronáutica no mínimo três voos, que acontecem de acordo com a necessidade e também as condições climáticas. Existem situações em que o militar pode passar dois meses e alguns dias, mas deixar de vir à capital isso não acontece. Em caso de emergência, temos ainda uma aeronave da Funai [Fundação Nacional do Inídio] que também nos auxilia", disse.
MÃE - A Folha acompanhou na quinta-feira, durante a viagem a Surucuru, o reencontro de mãe e filho. Após conseguir uma autorização da FAB e uma vaga na aeronave Amazonas C-105/A do 1/9 - Esquadrão Araras, do Grupo de Aviação da Base Aérea do Amazonas, a artesã Nelice de Holanda Araújo, 54, conseguiu visitar o filho, o sargento Clibas Moreira de Araújo Júnior, 23, que atua no pelotão na área de saúde.
Muito emocionada, antes mesmo de descer da aeronave, a artesã expressou a felicidade em rever o filho. "Estava com muitas saudades dele, só o telefone e a internet não são o suficiente. Toda mãe se preocupa e, como ele é ainda muito novo, é natural que a saudade, aliada aos cuidados, seja maior. Sou muito coruja, estou levando tudo o que ele gosta e que não tem lá, iogurte, refrigerante e outros tipos de guloseimas".
Clibas, antes de ingressar no EB em abril deste ano, atuava pela Funai também em área indígena, como técnico em enfermagem. "Apesar de saber que ela estava vindo, a emoção foi muito grande. Estou muito feliz".
CUSTO - A Folha apurou que cada viagem para um pelotão, a exemplo de Surucucu, no caso de ser realizada na aeronave Amazonas, que alcança até 20 mil pés de altura, pode custar até 10 mil dólares, ou seja, até cinco mil por hora, com custos de combustível, material e tripulação.
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