OESP, Economia, p. B13
07 de Jun de 2007
Miguel Jorge defende a retomada de Angra 3
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, defende a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 e diz que os únicos obstáculos hoje são financeiros, e não ambientais. Parte do governo alemão defende a retomada de um acordo nuclear com o Brasil, o que deverá ser discutido numa reunião em Berlim nas próximas semanas.
"Hoje, os critérios para a retomada de Angra 3 são mais financeiros que qualquer outra coisa. Já está provado que a energia nuclear é muito segura. Vários países a adotam. Trata-se da mais limpa das energias e agora é apenas uma questão de como financiá-la", afirmou o ministro, que acredita que a energia é "compatível" com o modelo desenvolvimento do País.
"Precisamos definir uma matriz energética para trabalhar no futuro. Hoje, essa matriz ainda é baseada na energia hidrelétrica e no petróleo para carros", disse Jorge. Segundo ele, mesmo a questão do lixo radioativo já teria sido resolvida no caso da retomada de Angra 3. "Pelas explicações que vi apresentadas por técnicos, isso já está de acordo."
Apesar do apoio de parte do governo alemão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem líderes do Partido de Esquerda, que deixaram claro aos jornalistas brasileiros que vão se opor à aprovação de um acordo nuclear com o Brasil no Parlamento Europeu. "A energia nuclear é usada cada vez mais para fins militares e temos de incentivar combustíveis alternativos", disse Oscar Lafontaine, ex-ministro da Fazenda alemão e líder do Partido de Esquerda.
OESP, 07/06/2007, Economia, p. B13
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