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Mexicano acusa Igreja Católica de promover fascismo

Brasil Norte-Boa Vista-RR
Autor: AMILCAR JÚNIOR
06 de Fev de 2003

O jornalista disse que a Diocese local não atua de acordo com o Vaticano e ainda prega o racismo entre índios e brancos

Lorenzo alertou que Roraima poderá ter guetos, como a África, por causa da intervenção de ONG's européias e americanas durante reunião na Fecor

Em entrevista ontem ao BrasilNorte, o jornalista mexicano Lorenzo Carrasco Bazúa, correspondente da Revista EIR, no México, afirmou que Roraima precisa de mais assistência para vencer o que ele classifica como fascismo da Igreja Católica no Estado.
Bem aprofundado em seu posicionamento, Lorenzo argumentou que a política adotada pela Diocese daqui de Roraima, foge totalmente da linha do catolicismo pregado pelo Vaticano. "O que percebemos é um racismo escancarado seguido de discriminação", afirmou.

Segundo o jornalista, Roraima está sendo vítima de uma armação internacional parecida com a ocorrida na África do Sul.
Naquela ocasião, explica Lorenzo, a Igreja e organizações não-governamentais européias conseguiram segregar políticas indígenas para tomar as riquezas do país.
O jornalista vai mais além. Garantiu que o Estado está na mesma trajetória do povo africano. "Se nada for feito, mais cedo ou mais tarde, criarão guetos devido a política fascista e discriminatória da Igreja Católica", alertou.

Lorenzo justifica seus argumentos indagando: "Onde já se viu um branco (brasileiro) não ter acesso em seu próprio território?". Ainda enfatizando seu posicionamento, ele colocou que, em algumas áreas de Roraima, apenas índios e padres podem pisar, o que caracteriza crime de racismo.
Em seu ponto de vista, as técnicas praticadas pela Igreja católica local estão criando conflitos tribais parecidos com os pregados durante a colonização da África.

"Basta ler história para saber o que aconteceu com aquele povo. Perderam, principalmente, seus minérios e outras riquezas", relembrou.
Lorenzo também abordou a forte influência das ONG's na região amazônica, inclusive em Roraima. Mostrou que essas organizações estão introduzindo leis na Constituição Brasileira, em benefício próprio.

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