O Globo, Ciência, p. 33
09 de Dez de 2009
Metas dependem de recursos
Minc convoca países ricos
Catarina Alencastro e Chico de Gois
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu ontem que será difícil cumprir as metas de redução das emissões de gases-estufa sem a ajuda financeira dos países ricos. Ele manteve o compromisso de cortar até 39% das emissões projetadas para 2020 e chegou a apostar em uma redução do desmatamento além da que será apresentada em Copenhague. Segundo Minc, o Brasil deverá cortar em 90% o desmatamento, e não em 80%, como consta do pacote climático anunciado pelo governo.
- Estou convencido de que vamos ultrapassar a meta de desmatamento para a Amazônia. Trabalhamos com um corte de 90% - disse.
Minc se reuniu ontem com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para fechar algumas arestas da posição brasileira.
Ele criticou os documentos vazados pelo "The Guardian" e refutou a ideia de que o fundo global para ajudar países emergentes a migrar para economias verdes excluiria gigantes como o Brasil. Ganha força em Copenhague a proposta de que se feche um acordo somente para um fundo de ação imediata, com algo em torno de US$ 10 bilhões por ano.
- Não aceitamos isso. Com esses recursos, o problema das mudanças climáticas não fecha. Vamos fazer uma grande pressão - avisou Minc.
O Globo, 09/12/2009, Ciência, p. 33
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