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Mesmo poluída, Sepetiba é fonte de 300t de pescado por mês

O Globo, Rio, p. 16
01 de Mar de 2015

Mesmo poluída, Sepetiba é fonte de 300t de pescado por mês
Cultivo de algas asiáticas pode melhorar a qualidade do ecossistema

Emanuel Alencar

A ausência de indicadores pesqueiros da Baía de Sepetiba não impede especialistas e pescadores de afirmarem que o ecossistema supera o da Baía de Guanabara em produção pesqueira. Somente a Associação de Pescadores Artesanais de Sepetiba, que reúne 224 pessoas, produz em média 300 toneladas de pescado por mês. O governo do estado ainda está mapeando a situação de toda a Baía de Sepetiba, mas, somente em Itaguaí, já foram identificadas 114 comunidades de pesca.

Apesar dos índices elevados de metais pesados, a qualidade da água, no geral, tem melhorado nos últimos anos. Estudo feito pela Marinha, no processo de licenciamento do estaleiro naval para submarinos, em Itaguaí, mostra decréscimo no acúmulo de metais pesados em brânquias, fígados e músculos retirados de carapebas (Diapterus rhombeus), bagres (Genidens genidens) e corvinas (Micropogonias furnieri), de 2011 a 2014.

Para aumentarem a produção da baía, pescadores que integram o projeto Consórcio Sepetiba Viva apostam na criação de algas. Já foram instaladas 16 áreas de cultivo da espécie Kappaphycus alvarezii, de origem asiática. As algas são cultivadas em boias. Além de aumentarem a oxigenação da água, servem de fertilizante orgânico para aplicação na lavoura, em substituição aos agrotóxicos, além de poder ajudar na produção nacional de biocombustível. Servem ainda de suplemento nutricional, por ser rico em vitaminas e sais minerais.

O Globo, 01/03/2015, Rio, p. 16

http://oglobo.globo.com/rio/mesmo-poluida-sepetiba-fonte-de-300t-de-pes…

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