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Mercado imobiliário já desacelera em Porto Velho

OESP, Especial, p. H6
06 de Dez de 2013

Mercado imobiliário já desacelera em Porto Velho
Obras de usinas hidrelétricas atraiu trabalhadores e investimentos e elevou preços de imóveis

Quetila Ruiz
ESPECIAL PARA O ESTADO
PORTO VELHO

O crescimento de Porto Velho, capital de Rondônia, reflete os diversos ciclos econômicos pelo qual passou. Seu primeiro clico foi o da borracha, em 1879, com a migração da população nordestina e, em 1942, na Segunda Guerra Mundial. Durante esse primeiro ciclo, foi construída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, hoje abandonada.

Com a construção da estrada de ferro, surgiram os primeiros empreendimentos como banco, escola e hotel. A estrada de ferro trouxe investimentos em energia elétrica, água e esgoto. A obra atraiu pessoas de mais de 50 nacionalidades. No final da década de 80 e início da década de 90, o ciclo do ouro acrescentou atividades de lazer, serviços e comércio.

Em todas as ondas de investimentos, Porto Velho enfrentou as dificuldades de um processo de expansão desordenada.

Entre 2007 e 2008 iniciou-se o quarto ciclo pelo qual Porto Velho ainda está passando, o da construção das Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.

As usinas devem gerar 6.450 MW de energia. A barragem da Usina de Santo Antônio está localizada a 10 km de Porto Velho, enquanto a da Usina de Jirau está a 136 km da capital. Mais de 3.500 empresas foram atraídas pelas construções, como concessionárias de automóveis e motocicletas, construtoras especializadas em residências, empresas de planos de saúde e agências de passagens, entre outras.

População. Desde o início do ciclo, mais de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. Segundo dados do IBGE, no censo de 2000 o município tinha 334.661 habitantes. No censo de 2010, a população já seria de 426.558 e a estimativa para 2013 é de 484.992 habitantes.

No começo de 2011, as oportunidades de emprego também chamaram a atenção de estrangeiros. Mais de 100 haitianos chegaram à capital buscando melhoria de vida. Louime Gravil achou que iria conseguir uma vaga de trabalho em uma das duas construções com facilidade.

"Ficamos sabendo das obras, juntamos dinheiro e viemos. Mas até agora não conseguir emprego nas usinas", relatou.
O fim das obras preocupa. Os valores de casas, apartamentos e terrenos à venda tiveram um grande aumento, assim como os aluguéis e produtos nos comércios.
Mas a realidade mudou. Com a proximidade de conclusão, já é possível verificar queda nos preços e aumento na oferta de imóveis para venda e aluguel.

OESP, 06/12/2013, Especial, p. H6

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