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Meio Ambiente

O Globo, Ciência, p. 28
01 de Jul de 2008

Meio Ambiente

Carlos Albuquerque

Por viverem em contato direto com a natureza e serem alguns dos primeiros a sofrer o impacto da poluição nas praias, os surfistas sempre estiveram na ponta do movimento ecológico. Foram eles os criadores de ONGs atuantes na defesa dos oceanos, como a Surfrider Foundation (EUA) e Surfers Against Sewage (Inglaterra). No momento, porém, eles têm um problema embaixo dos pés: criar modelos de pranchas que não agridam o meio ambiente. Até hoje, a maior parte das pranchas é feita a partir de blocos de poliuretano, cobertos por fibra de vidro e resina, que é um derivado do petróleo. Todos esses materiais são tóxicos e nãodegradáveis.
Para sair dessa onda errada, uma nova série de pranchas "verdes" está surgindo no horizonte. No Brasil, o shaper Mário Firmino trabalha com resina epóxi e blocos de isopor, menos tóxicos, criando o que garante ser a primeira prancha reciclável do país. Lá fora, um bom exemplo está sendo dado pela novata marca inglesa Ocean Green, que se propõe a fabricar pranchas a partir de materiais 100% naturais. Em vez do poliuretano, usa pau-de-balsa, uma madeira especial, extremamente leve, extraída de florestas de manejo sustentável na Nicarágua. No lugar da fibra de vidro, cânhamo orgânico.

O Globo, 01/07/2008, Ciência, p. 28

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