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Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados

GM, Opinião, p. A3
Autor: AYLLÓN, Luís J.
08 de set de 2005

Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados
Ela abriga mais da metade das espécies de fauna ameaçadas de extinção no Brasil.

Luís J. Ayllón

O número de regiões do planeta que necessita com urgência de proteção ambiental aumentou de 25 para 34, de acordo com um novo levantamento efetuado pela organização Conservação Internacional, com sede em Washington (EUA).
Pelo Brasil, continuam na lista o Cerrado e a Mata Atlântica que, para a Conservação Internacional, são biomas com pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas (que só existem naquele lugar) e que já perderam um mínimo de 75% de sua cobertura vegetal original, ou seja, com alto grau de biodiversidade e alto risco de desaparecimento - as espécies que desaparecerem dessas áreas vão desaparecer em todo o planeta.
O critério de plantas endêmicas é usado para a classificação porque a diversidade da flora tem relação direta com o restante da biodiversidade de um bioma. Para Russel Mittermeier, presidente da Conservação Internacional, a proteção localizada das espécies trará o maior benefício em escala global - os esforços de conservação de áreas como a Mata Atlântica devem ser concentrados a curto prazo.
A Mata Atlântica, reduzida apenas a 7% de sua cobertura original, é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, embora atualmente o desmatamento em larga escala tenha diminuído bastante, ocorrendo hoje em escala micro, corroendo a floresta pelas bordas, num processo mais lento porém predatório e constante.
Mesmo assim, ainda restam cerca de 8 mil espécies endêmicas de plantas na Mata Atlântica e ela abriga mais da metade das espécies de fauna ameaçadas de extinção no Brasil. Desse modo, preservar os 90.438 quilômetros quadrados que restaram dos 1.290.692 quilômetros quadrados originais de nossa maior mata litorânea é tarefa urgente e imprescindível para a saúde ambiental da região Sudeste, onde está concentrada grande parte da mata original, pois trata-se da região do País mais vitimada por diversas formas de poluição, boa parte delas causada pela especulação imobiliária, pela industrialização sem controle, pelo crescimento desordenado das suas grandes metrópoles e, claro, pelo desmatamento indiscriminado.
Na condição de empresa consciente das suas responsabilidades sociais e ambientais e de maior fabricante mundial de carpetes, essas são as principais razões que nos levaram a firmar uma parceria com o Programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, criando o projeto de reflorestamento CarpeTree, que vai ajudar a recompor matas ciliares das bacias hidrográficas de cinco rios e da própria região, conforme estudos da Fundação e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, já tendo sido plantadas as primeiras 12 mil árvores do programa. E nossa participação é permanente, uma vez que a cada novos 25 quilômetros quadrados de carpetes vendidos estaremos financiando, em nome de nossos clientes, uma nova árvore na mata ciliar, ajudando a preservar a Mata Atlântica e até, quem sabe, ajudar na recuperação, pelo menos em parte, do 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados que foram perdidos com o tempo. Sabemos que não será fácil, mas, como sabemos, toda grande caminhada começa com o primeiro passo.

Luís J. Ayllón - Vice-presidente para a América Latina da Interface.

GM, 08/09/2005, Opinião, p. A3

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