OESP, Vida, p. A18
06 de Out de 2009
Mais pobres exigem que ricos cumpram Kyoto
Proposta de nações industrializadas pode significar metas flexíveis
Afra Balazina
Bangcoc
Preocupação e desconfiança. Esses são os sentimentos dos países em desenvolvimento que participam da reunião de negociação climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bangcoc, na Tailândia. O encontro visa a preparar o terreno para um acordo em dezembro, em Copenhague, sobre as metas de corte de emissão de gases de efeito estufa.
O que se vê nas conversas está longe de um consenso. Ontem, representantes do G77 + China, grupo do qual o Brasil faz parte, criticaram a proposta dos industrializados, colocada pelo Japão, de acabar com o Protocolo de Kyoto e fechar nova proposta em Copenhague.
A primeira fase de compromisso do Protocolo de Kyoto termina em 2012. Por isso, os países negociam as metas para um segundo período de compromisso, com objetivos mais ambiciosos, que iniciaria em 2013. Para o governo brasileiro, acabar com Kyoto significa abrir mão de todas as regras que foram longamente negociadas e, mais grave, indica que as nações ricas querem um acordo frouxo em Copenhague. "Está claro que a intenção é matar o Protocolo de Kyoto", declarou o embaixador do Sudão Lumumba Di-Aping, que preside o G77 + China. O embaixador Yu Qing-tai, enviado da China, classificou de ideia de sabotagem. "É a mesma coisa que, nos últimos cinco minutos de um jogo, pedir novas regras e esperar que o outro lado concorde."
O Brasil declarou que se sente injustiçado pela possibilidade de não receber ajuda financeira por ter dito que vai reduzir o desmatamento da Amazônia. A Convenção do Clima da ONU estabelece que os países ricos paguem para que os mais pobres reduzam suas emissões.
A repórter viajou a convite da Convenção do Clima
Etanol é tema de discussão em Estocolmo
Alexandre Calais
O ambiente será destaque hoje na reunião entre Brasil e União Europeia, em Estocolmo. Deve ser discutida a parceria entre ambos e a África para a produção de etanol nos países africanos.
Na chegada à Suécia, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a ONU seja responsável por medir o nível de gases poluentes que cada país emite, como forma de padronizar as discussões. "Aí nós vamos saber a responsabilidade de cada um", disse.
O repórter viajou a convite da Comissão Europeia
OESP, 06/10/2009, Vida, p. A18
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