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Mais Médicos repassa R$ 157 milhões para o Amazonas investir em saúde

D24am - http://www.d24am.com
17 de Set de 2013

Recurso é destinado para infraestrutura e deve ser aplicado até 2014 na capital e no interior do Amazonas.

Manaus - O Amazonas já recebeu repasse de R$ 157 milhões do governo federal, com prazo de execução até o final de 2014, para investimento em obras de infraestrutura em saúde. O valor faz parte da segunda etapa do Programa Mais Médicos, que prevê ainda a abertura de novas vagas para a formação de profissionais de saúde no País.

Nesta segunda-feira, os 74 profissionais com diplomas validados em outros países, foram acolhidos por representantes do Ministério da Saúde e pelos secretários estadual e municipal de Saúde. Os médicos passarão por um curso de capacitação, que vai até o dia 27 deste mês, para se familiarizar com as endemias da região.

De acordo com o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Antonio Alves, a contratação de médicos brasileiros e estrangeiros pelo programa, com bolsa de R$ 10 mil, por um período de três anos, foi apenas a primeira ação, considerada de curto prazo, dentro do plano de enfrentamento dos problemas da saúde no País.

"Os profissionais são só o primeiro passo do programa, para resolver um problema que é imediato. Mas o projeto tem uma agenda de ações a curto, médio e longo prazo. Em médio prazo estão os investimentos. O Amazonas já recebeu R$ 150 milhões para essa finalidade", disse.

Segundo o Ministério da Saúde, o Estado recebeu do programa R$ 25,2 milhões para obras em 156 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e R$ 33,8 milhões para a compra de equipamentos para 49 UBSs. Outros R$ 18,4 milhões foram direcionados para a construção de dez Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e R$ 79,6 milhões para reforma e construção de 33 hospitais.

Médicos estrangeiros

Para Antônio Alves, a resistência das classes médicas do País em aceitar a contratação de médicos estrangeiros contraria o bom senso, já que as vagas que estão sendo preenchidas com o programa estavam ociosas, por falta de profissionais. "Na saúde indígena tem vagas que nunca conseguimos ocupar. Na Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) tinham 200 vagas que estavam em aberto há cerca de três anos, sem nenhum candidato" conta.

Alves lembra ainda que, das 1096 inscrições de brasileiros no programa, 50% se mostraram fraudulentas e foram canceladas. "Com isso, tivemos 682 estrangeiros e 550 brasileiros. Como dizer que os médicos brasileiros não tiveram oportunidade?".

Para o secretário de Saúde de Manaus, Evandro Melo, a contratação dos profissionais será essencial para a implantação do sistema de acompanhamento do Saúde da Família em comunidades fluviais de Manaus, localizadas de 80 a 100 quilômetros distante do centro da cidade. "Aonde tínhamos médicos, eles ficam por pouco tempo e sabemos que para que a saúde da família seja efetiva, esse modelo não funciona. Isso não muda indicador. O que vai fazer diferença é esse profissional que ficará na localidade", afirma.

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