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Mais duas estradas no plano de privatizacao

OESP, Economia, p.B7
21 de Abr de 2005

Mais duas estradas no plano de privatização
Situadas no Mato Grosso e Pará, rodovias vão escoar produção agrícola e da Zona Franca de Manaus

Gerusa Marques

O governo incluiu ontem no Programa Nacional de Desestatização (PND) dois trechos de rodovias federais: a BR-163, entre Nova Mutum (MT) e Rurópolis (PA) e um trecho da BR-230, que liga o porto paraense de Mirituba à BR-163. As obras vão facilitar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e a da Zona Franca de Manaus.
Em maio, o Conselho Nacional de Desestatização (CND) deverá apreciar a proposta de concessão de oito trechos de rodovias federais à iniciativa privada, informou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, José Alexandre Resende. Estão sendo feitos os últimos ajustes no cronograma de execução de obras e no valor de investimentos que devem ser realizados. A idéia inicial era fazer o leilão em junho, mas a licitação poderá ficar para o último trimestre do ano.

Dos 8 trechos, 3 são no Estado de São Paulo: BR-153, da divisa com Minas Gerais até a fronteira com o Paraná; BR-381, da capital paulista até Belo Horizonte; e BR-116, ligando São Paulo a Curitiba. Os demais trechos são da BR-393, da divisa de Minas Gerais até o entroncamento com a BR-116, no Rio de Janeiro; BR-101, também no Rio, entre a divisa com o Espírito Santo e a Ponte Costa e Silva; BR-101, no Espírito Santo; BR-116, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e BRs 116, 376 e 101, entre Curitiba e Florianópolis.

Resende acrescentou que em agosto começarão as obras para a ampliação das marginais da Via Dutra (BR-116), na Baixada Fluminense. Resende participou ontem de audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados para discutir o assunto. A agência ainda está negociando os projetos, que terão um custo máximo de R$ 13 milhões. As obras não deverão resultar em aumento de tarifa.

A proposta da concessionária Nova Dutra, que administra a rodovia, é que sejam construídos dois trechos na cidade de São João do Meriti, onde os problemas de congestionamento são mais críticos. O primeiro, de 2,66 quilômetros, seria no sentido Rio de Janeiro-São Paulo, do Km 169,14, na altura da Casa do Alemão, ao Km 171,8 da rodovia, no Posto Oásis. O segundo trecho, de 1.200 metros, seria construído no sentido São Paulo-Rio de Janeiro, do Km 170,4 ao Km 171,6.

OESP, 21/04/2005, Economia, p.B7

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