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A maior reserva particular de Mata Atlântica

O Globo, Rio, p. 30
12 de Mai de 2007

A maior reserva particular de Mata Atlântica
Light decide transformar em unidade de conservação uma área de sua propriedade em dois municípios no Rio

Tulio Brandão

O Estado do Rio vai ganhar a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica do Brasil. A Light decidiu transformar uma enorme área preservada de sua propriedade nos municípios de Rio Claro e Piraí, onde está a Barragem de Lajes, numa unidade de conservação ambiental privada. O Instituto Terra, que ajudou a empresa a fazer o levantamento ambiental da área, propôs que a unidade abrangesse 14 mil hectares. Segundo o superintendente da Light, Lars Grael, a companhia pretende oficializar a RPPN ainda em 2007, mas até agora não decidiu o tamanho exato da unidade:

- Estamos fazendo o levantamento de uma propriedade de 24 mil hectares naquela região. Acredito que mais da metade dessa área será protegida, mas não antecipo para evitar imprecisões. A outra parte já está utilizada de alguma maneira. Vamos determinar os melhores usos em parceria com o governo do estado. A criação de uma reserva em Lajes é uma ação de responsabilidade ambiental e, ao mesmo tempo, estratégica para a empresa.

A maior RPPN de Mata Atlântica do Brasil, atualmente, é a Estação Vera Cruz, na Bahia, com 6.049 hectares. Incluindo os demais biomas, a reserva particular com maior área é a RPPN do Sesc, no Pantanal, com insuperáveis 110 mil hectares.

O secretário executivo do Instituto Terra, Maurício Ruiz, explica que a criação da reserva é vital para a consolidação de um importante corredor ecológico, que ligará o Parque Nacional da Bocaina com a Reserva Biológica de Tinguá, através de um caminho estreito na Serra do Mar.

O Globo, 12/05/2007, Rio, p. 30

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