O Globo, Ciência, p. 36
21 de Out de 2011
Maior estudo independente já feito confirma o aquecimento global
Cientistas analisam pontos levantados por céticos e comprovam fenômeno
A maior revisão de dados históricos de temperatura já feita até hoje revelou que os mais importantes argumentos usados pelos chamados céticos do clima, os maiores críticos do aquecimento global, não alteram o fato de que o mundo está, mesmo, ficando mais quente.
Cientistas da Universidade da Califórnia, Berkeley, investigaram vários tópicos que, segundo os céticos, alterariam o quadro final que aponta para o aquecimento do planeta. E descobriram que nenhum dos dados tem um efeito significativo na conclusão geral de aumento de temperaturas.
Os cientistas do Projeto Terra compilaram mais de um bilhão de registros de temperatura feitos a partir de 1800, de 15 fontes diferentes em diversos pontos do mundo, e concluíram que, em média, a temperatura em terra aumentou 1 grau Celsius desde meados dos anos 1950.
O número corrobora com as estimativas sobre aquecimento global a que já tinham chegado os principais grupos que estudam o assunto, como os da Nasa, da Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos EUA (Noaa, na sigla em inglês) e o Met Office, no Reino Unido.
O novo estudo foi divulgado no mesmo dia em que um relatório feito por um comitê de cientistas para o governo britânico recomenda às nações ricas que ajudem aos países mais pobres a fazerem migrações controladas de suas populações mais afetadas pelo aumento de enchentes e secas decorrentes do aquecimento.
Caso contrário, sustenta o documento, as consequências poderiam ser catastróficas para milhares de pessoas.
Em 2060, algo entre 114 milhões e 192 milhões de pessoas deverão estar em planícies de inundação em áreas urbanas da África e Ásia. Além de provocar grande movimento migratório, as mudanças climáticas deverão gerar mais mortos em desastres.
O Globo, 21/10/2011, Ciência, p. 36
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.