O Globo, Ciencia e Vida, p.32
16 de Fev de 2005
Maior acordo climático começa a valer hoje
OSLO. Em meio a poucos aplausos e alertas de que se trata apenas de um primeiro passo, entra em vigor hoje o maior plano mundial jamais elaborado para combater o aquecimento global. Assinado por 141 países, mas não pelos Estados Unidos (os maiores emissores de gases-estufa), o Protocolo de Kioto tem a ambiciosa missão de tentar evitar um aumento das temperatura causado pelas emissões de gases poluentes.
Segundo cientistas, o aquecimento poderia provocar secas, enchentes, um aumento do nível dos mares e a extinção de centenas de espécies até 2100. Para tentar evitar que isso aconteça, o protocolo estipula que os países industrializados têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% em relação aos níveis de 1990.
Ainda assim, mesmo os defensores do pacto não parecem muito entusiasmados. Países como Espanha, Portugal e Irlanda, por exemplo, estão ainda muito longe das metas. A Grã-Bretanha trava uma disputa legal com a Comissão Européia sobre a possibilidade de as metas serem mais brandas para a indústria londrina e a Itália reclama dos custos. As Nações Unidas afirmam que a luta contra as mudanças climáticas será difícil e longa.
Sem dúvida, Kioto é apenas o primeiro passo disse Klaus Toepfer, diretor do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas. Mas se calcularmos o custo de agir e compará-lo ao de não fazer nada, veremos que esse é o melhor investimento.
Países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, não têm que cumprir metas, mas há fortes pressões para que façam reduções a partir de
O Globo, 16/02/2005, Ciência e Vida, p.32
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