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Madereiro de Roraima estão exportando para Europa e China

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
04 de Ago de 2003

Valdir Peccine, presidente do Sindicato dos Madeireiros

Apesar de ser muito incipiente e inseguro, devido toda negociação ser realizada em âmbito internacional.Algumas empresas do Estado já vêm buscando alternativas para superar a crise que o setor vem enfrentando, exportando madeira para o mercado europeu e chinês.

O baixo consumo de madeira pela Venezuela e os embargos mantidos pelo IBAMA, são alguns dos problemas que o setor madeireiro diz enfrentar há alguns anos. O presidente do Sindicato dos Madeireiros, Valdir Peccine, afirma que o mercado está em baixa e não há consumo interno.

Segundo Valdir Peccine, a Venezuela, principal comprador da madeira do Estado de Roraima, passa por momentos de instabilidade política e econômica, ocasionado uma série de problemas de negociação. Para ele, todas as transações foram realizadas na base da confiança, no "compra quando quer e paga quando pode".
Com relação ao IBAMA (Instituo Brasileiro do Meio Ambiente), Peccine ressaltou que são impostos inúmeros empecilhos pelo órgão, limitando o progresso, não só do mercado madeireiro da região amazônica, mas vários outros tipos de mercado do gênero no Brasil.

PROIBIÇÃO
Em um memorando enviado pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, dirigindo-se ao Sindicato dos Madeireiros, foi determinado que o plano de manejo florestal e de autorizações de desmatamento não se aplica para imóveis rurais de domínio público, com área de até 100 hectares.

"Essa determinação é totalmente inviável, pois em quase todo Estado, os imóveis são rurais e de domínio público", comentou Valdir, acrescentando que com esses constantes embargos só tem a perder o crescimento econômico do Estado, no qual não gerará emprego e renda para o futuro.

Para o empresário do ramo, Laerte Eloi Oestreicher, aqueles que fizeram investimentos em máquinas, equipamentos para modernizarem suas empresas, escaparam de uma crise sem fim, mas os que não investiram no negócio, segundo Eloi, irão ficar de fora do mercado.

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