O Rio Branco-Rio Branco-AC
Autor: Ana Sales
14 de Jul de 2004
A Grande Loja Maçônica do Acre alerta sobre os riscos de parte da Amazônia ser decretada, pelas grandes potências mundiais, como territórios autônomos e independentes do Brasil. O temor justifica-se, na avaliação do grão-mestre Vanderlei Freitas Valente, pelo fato das reservas indígenas constituírem-se em território intocável para exploração comercial de seus recursos naturais.
Apesar de reconhecer a subordinação das nações indígenas ao Ministério da Justiça, o grão-mestre afirma que muitas organizações não governamentais e missões estrangeiras estão burlando a lei e realizando explorações clandestinas nestas áreas. Lembra o caso recente da exploração de minas de diamantes em Rondônia, na aldeia dos índios cintas-largas, em que mais de 30 garimpeiros foram mortos, como um exemplo de atividades ilegais nestas áreas.
Valente informou que este posicionamento de alerta à sociedade brasileira para os perigos do país vir a perder a soberania sobre parte do seu território foi deliberação da reunião ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), realizada entre os dias dois e seis, em Manaus (AM). "Sempre nos manifestamos sobre grandes temas nacionais, como educação, segurança e analfabetismo".
A questão da falta de soberania nacional assusta, principalmente na Região Amazônica. Os estados mais atingidos por reservas indígenas são Roraima e Rondônia. O grão-mestre afirma que o fato das reservas indígenas estarem demarcadas sobre grandes reservas minerais pode despertar o interesse dos países ricos em decretarem-nas estado independente para poderem explorar estas riquezas. "Os três fatores que caracterizam uma nação são o povo, a língua e o território. As reservas indígenas têm todos os requisitos para serem consideradas uma nação independente". O grão-mestre informou que cerca de 400 mil índios vivem em 554 reservas no País. "Representam apenas 0,24% da população brasileira, sendo a eles destinados aproximadamente 12% do território nacional".
Vanderlei Valente comenta que não pretende negar os direitos assegurados constitucionalmente aos índios, nem tampouco sair em defesa de interesses meramente econômicos de quem quer que seja. Afirma que a maçonaria está desempenhando seu papel de vanguarda, "para que o Exército apure as possibilidades de perda da soberania nacional em parte do nosso território".
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