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Lutador da etnia macuxi tenta sonho de ser o primeiro indígena a lutar no UFC

A Crítica - https://www.acritica.com
Autor: Gabriel Ferreira
11 de ago de 2019

Leandro 'Kacique', é natural de Boa Vista (Roraima), e venceu um combate recentemente, no Coari Champions 3, aumentando seu número de vitórias no cartel.

Revelado pelo Reality Show de MMA 'Cidade Combat', da TV Cidade, em 2016, em Boa Vista (Roraima), Leandro 'Kacique', 24, da etnia Macuxi, luta pelo sonho de ser o primeiro indígena na franquia mais famosa da modalidade: o UFC (Ultimate Fighting Championship).

O lutador peso pena é considerado um prodígio no MMA, e teve um início de carreira meteórica. "Comecei numa academia (Trindade), que tinha lá perto de casa, que era um projeto social do governo. Na época eu tinha uns 13 anos e foi onde comecei no jiu-jítsu. Antes disso treinava capoeira. Depois fui por boxe, muay-thai, e pegando um de cada", relatou Kacique que na primeira luta nas Artes Marciais Mistas nocauteou o adversário com apenas 36 segundos da luta válida pelo circuito roraimense.

"Na primeira vez eu ainda não sabia de nada. Enfrentei um adversário experiente e ganhei dele bem rápido, com uns 36 segundos", disse Leandro Kacique que tem um cartel de 15 lutas, 13 vitórias e duas derrotas.

O convite para lutar fora da cidade natal veio do professor Cristiano Carioca, que abriu uma nova fase na carreira de Kacique. "Eu conheci o Carioca em um reality que teve lá em Boa Vista (RR), e ele me chamou pra lutar fora. Nunca tinha vindo em Manaus, Coari, eu não conhecia nada mesmo, não tinha saído de Roraima. E com ajuda do Carioca eu comecei a lutar fora do estado. E hoje eu represento a equipe dele que Carioca Academy", disse Leandro Kacique.

Carioca, 42, atua há 25 anos como professor da arte suave, e é natural do Rio de Janeiro. Atualmente ele vive em Manaus, mas é o principal responsável por lapidar o talento de Kacique.

"Eu encontrei o Leandro no reality onde eu fui um dos treinadores, e ele se sagrou campeão. Depois, ele me procurou pra pedir orientação porque ele queria lutar fora da cidade dele. E depois ele entrou na minha equipe Carioca Academy e a gente tem trabalhado bastante. Ele é um garoto de ouro que sempre ouve o que a gente fala", frisou o mestre.

Cerca de 648 atletas fazem parte da maior organização do mundo de MMA, o UFC(Ultimate Fighting Championship). E Leandro Kacique pode vir a ser o primeiro indígena a fazer parte da entidade desportiva. O treinador Cristiano Carioca explicou sobre as reais possibilidades de seu pupilo pisar no octógono do UFC.

"Nós estamos com um cartel muito bom no sherdog, e a gente está correndo atrás de mandar um oficio ou e-mail para o UFC, falando da história dele, do começo da carreira dele. Pra eles verem que um indígena está praticando o MMA e é um vitorioso. Ele já pegou lutadores muito duros, como o adversário em Coari, de uma academia renomada (Renovação Coari Team), e que a gente venceu de virada no segundo round com uma finalização. A gente ficou muito feliz", explicou Carioca.

"Nós temos um plano de futuro muito bom para a carreira dele. Queremos participar de grandes eventos internacionais, como o Bellator, e até mesmo o UFC. E nós estamos conversando com o empresário Samir Nadaf, que é sócio do Alexis Davis, um empresário que tem o maior número de atletas no UFC, e a gente tem mantido bastante contato. Eles gostam muito do Kacique, até mesmo o Minotauro pediu nossos contatos pra conversar a respeito do Kacique, até porque ele gostou muito da luta dele", declarou o treinador do lutador indígena.

Poder ter a chance de lutar no UFC, e representar o povo indígena Macuxi tem sido motivo de orgulho para Leandro Kacique, que externou a sensação de está alguns passos do maior evento de MMA do mundo, o UFC.

"Primeiro tudo isso é uma felicidade enorme ter a possibilidade de participar do maior evento de MMA do planeta, e sendo um macuxi (etnia indígena) é uma conquista muito grande para o meu povo e para meu Estado(Roraima). E com toda certeza vou representar muito bem meu povo", finalizou Kacique.

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