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Linha de Belo Monte deve gerar disputa

Valor Econômico, Empresas, p. B3
07 de Fev de 2014

Linha de Belo Monte deve gerar disputa

Por Rodrigo Polito e Claudia Facchini
De São Paulo

O governo manteve guardada a sete chaves a lista oficial com os nomes dos consórcios que disputam hoje o leilão das linhas de transmissão que vão escoar a energia da hidrelétrica de Belo Monte (PA) para a região Sudeste, uma obra que deve custar mais de R$ 5 bilhões e é considerada uma das mais importantes para o sistema elétrico do país. Nos leilões anteriores de linhas de transmissão, a relação dos participantes que aportaram garantias foi divulgada um dia antes da licitação. Dessa vez, os nomes só devem ser conhecidos no mesmo dia do leilão, que será realizado às 10 horas na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.
A decisão foi tomada pela Comissão Especial de Licitação (CEL) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que não justificou o sigilo. Nos bastidores, especula-se que o governo pretende incentivar a concorrência entre os consórcios e garantir maiores deságios para a Receita Anual Permitida (RAP), a receita fixa que o concessionário receberá anualmente pelos 30 anos do contrato, corrigida pela inflação.
Só dois grupos comunicaram publicamente a intenção de participar da licitação. A gigante chinesa State Grid vinha costurando uma aliança com subsidiárias da Eletrobras e deve liderar um consórcio, considerado por muitos como o favorito na disputa. Outro grupo que confirmou interesse é formado pela Alupar e a Taesa, braço da estatal mineira Cemig.
Circulam rumores de que a espanhola Abengoa poderia surpreender como o terceiro concorrente no páreo. Procurada anteriormente, a companhia não quis se pronunciar. Segundo uma fonte, especula-se que os espanhóis poderiam "correr por fora sozinhos". Como a Abengoa já venceu outros lotes relacionados a Belo Monte, pode ser uma forte competidora.
Em entrevista recente ao Valor, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou que, devido ao grande porte do empreendimento, espera um número pequeno de consórcios, compostos por grandes grupos.
O leilão vai ofertar duas subestações, que formam um lote, e mais de 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, do Pará até Minas Gerais, que estarão reunidos em um segundo lote. A RAP do primeiro lote é de R$ 370,6 milhões e do segundo de R$ 327,4 milhões. Segundo uma fonte, inicialmente, os ativos serão oferecidos em um lote único. Caso não haja lances, o leilão será dividido, automaticamente, em dois lotes.

Valor Econômico, 07/02/2014, Empresas, p. B3

http://www.valor.com.br/empresas/3422554/linha-de-belo-monte-deve-gerar…

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