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Limites a pretensões de índios e ongs

Diário do Amazônas-Manaus-AM
15 de Jan de 2006

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Pereira, é um antrópologo respeitado e um quadro nacional de insuspeito posicionamento em favor das etnias indígenas brasileiras, as quais, de resto, merecem o melhor tratamento possível do Estado e da Nação brasileira.

Dito isso, parece oportuno resgatar o posicionamento de Mércio Pereira, explicitado em uma entrevista concedida na semana passada a uma agência internacional de notícias, no qual ele defende que chegou o momento de se colocar um limite nas pretensões de ongs, religiões e etnias por demarcações e reconhecimento do direito, legítimo, ressalte-se, dos índios a terem um canto nesse País.

Não é mais possível acontecer situações como a do Estado de Roraima, onde 50% do território está fechado por ser terra indígena. Não se pode deixar que os 450 mil índios reivindiquem a propriedade de inimagináveis 2 milhões de hectares, deixando aos outros 150 milhões de brasileiros 6 milhões de hectares. Como bem se disse ontem no editorial desse DIÁRIO, para tudo na vida há limites.

O mais grave nessa história toda é que não são, verdadeiramente, os índios que reivindicam tanta terra assim. Por trás desse movimento há organizações não-governamentais de passado duvidoso, presente incerto e futuro tenebroso. Essa é a verdade. No meio dessas ainda surgem entidades sérias como o Conselho Indigenista Missionário, da Igreja Católica, cujo erro parece ser apenas ter a compreensão equívocada da questão.

A experiência brasileira mostra que onde os índios se envolvem com esse tipo de ongs e religiões menos tradicionais, o resultado foi e continua sendo tenebroso. No melhor exemplo de tratamento oficial dado aos indígenas, a Terra Indígena Waimiri-Atroari, não há esse tipo de organismo por trás nem interesses suspeitos subjacentes. Os Waimiris-Atroaris vivem bem, estão se desenvolvendo e a ajudá-los estão apenas organismos estatais. Deve esse exemplo ser seguido.

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