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Liderança da Omir relembra luta dos índios contra os produtores de arroz

CIR - http://www.cir.org.br/noticias.php?id=689
06 de Mar de 2010

Lavina Salomão, da Organização das Mulheres Indígenas (Omir), fez um resumo do sofrimento que os povos indígenas de Roraima passaram na luta pela terra e na retirada de fazendeiros e produtores de arroz
A mesa coordenadora da 39ª Assembleia dos Povos Indígenas abriu espaço para as lideranças indígenas interessadas em falar aos representantes guianenses sobre o sofrimento que os povos indígenas passaram com os produtores de arroz.
A fala mais forte foi a de Lavina Salomão, da Organização das Mulheres Indígenas (Omir), que fez um resumo do que os povos indígenas passaram na luta pela terra e na retirada de fazendeiros e produtores de arroz.
Ela disse que as comunidades sofreram ao ter que montar barreiras contra invasores, viajando à noite para retirar garimpeiros e arrozeiros, além de terem sofrido atentados à bala, destruição de retiros e casas de indígenas. Afirmou que os arrozeiros levavam policiais para dentro da reserva para prender, ameaçar e espancar lideranças, principalmente na região das Serras.
Lavina lembrou do caso do indígena Aldo Mota, em que capangas de fazendeiros o amarraram e o arrastaram com cavalo até a morte. Citou ainda episódios de bombas caseiras lançadas contra indígenas na região de Surumu, como forma de terrorismo, que impediam os índios de dormirem à noite e de trabalharem durante o dia.
Referindo-se aos fazendeiros e produtores de arroz, ela alertou: "Eles chegam bonzinhos e depois fazem mal". Ela afirmou que os produtores de arroz deixaram a terra destruída, parecendo chão de terra batida, onde não cresce mais nem capim.
"Digam não à cachaça", aconselhou às lideranças indígenas guianesens. "A cachaça entra em nossas terras, os brancos emprenham nossas filhas, às vezes até as mulheres bebem e não cuidam mais das suas filhas. Organização precisa de compromisso, então vocês têm que dizer não à bebida e sim à organização".

Conselho Indígena de Roraima

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