OESP, Geral, p.A14
21 de Mai de 2004
Liberada pesquisa de campo com milho transgênico Pela primeira vez, a licença do Ibama foi dada a uma empresa particular
BRASÍLIA - O Instituto do Meio Ambiente (Ibama) liberou mais uma pesquisa de campo com transgênicos: agora, é a vez do milho. E pela primeira vez a licença para um estudo com organismo geneticamente modificado foi dada para uma empresa particular, a Dow Agrosciences, que vai desenvolver o trabalho no Paraná. Ela deverá testar uma espécie resistente a mariposas e lagartas - consideradas pragas para a agricultura.
Essa é a quarta licença concedida pelo Ibama para pesquisa de campo com transgênicos. No fim do ano passado, foram liberados experimentos com mamão resistente ao vírus da mancha anelar. Depois foi a vez de um feijão resistente ao vírus do mosaico dourado e anteontem foi concedida a licença para pesquisar uma espécie de batata resistente ao vírus PVY, que reduz a produtividade da lavoura. As três licenças foram dadas para a estatal Embrapa. Empresas privadas já tiveram autorização anteriormente para pesquisas com transgênicos, mas concedidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que tinha o poder para aprovar tais solicitações.
De acordo com o Ibama, outros quatro pedidos de estudos de campo com transgênicos estão em fase final de análise. De 2002 para cá, o Ibama registrou 37 solicitações do gênero. Seis delas foram canceladas, a pedido das próprias empresas. De outubro de 2003 até agora, foram expedidos 28 termos de referência, documento necessário para o estudo do impacto ambiental - requisito básico para aprovação dos pedidos.
Para conseguir a licença para pesquisas com transgênicos, os interessados precisam obter o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e o Parecer Técnico Prévio Conclusivo da CTNBio favorável.
OESP, 21/05/2004, p. A14
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.