G1 - http://g1.globo.com/
06 de Nov de 2017
Só neste ano, mais de 600 multas foram aplicadas. Em 2016, aproximadamente duas mil pessoas foram notificadas.
Um levantamento realizado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) revelou que, de 100 multas aplicadas por crimes ambientais, apenas uma é paga. Segundo a ONG, essa é uma dos principais razões do alto índice de desmatamento ilegal em Mato Grosso.
O estado foi responsável por cerca de 20% de desmatamento detectado na Amazônia Legal em 2016. Foi identificado o desmate em uma área de 1.300 quilômetros quadrados. A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso emitiu mais de 600 multas por crimes ambientais entre os meses de janeiro e outubro deste ano.
Durante 2016, mais de 800 multas foram aplicadas e mais de duas mil pessoas, notificadas. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 3,9 mil pontos de desmatamento na amazônia mato-grossensse entre agosto de 2016 e julho de 2017 foram encontrados. Em média, apenas 1% dos responsáveis pelo desmatamento pagaram a multa.
De acordo com a gestora ambiental, Ana Paula Valdiones, devido ao processo ser longo, grande parte não paga os valores respectivos das multas. "O processo é longo e às vezes, por falta de recursos, eles deixam de pagar as multas", contou.
O secretário adjunto de Gestão Ambiental, Alex Sandro Marega, explica que, apesar da demora na identificação dos responsáveis pelos desmatamentos, eles são notificados e devem prestar depoimento. "Nós conseguimos identificar os responsáveis e notificamos todos eles", afirmou.
Ele contou que a maior parte das identificações de pontos de desmatamentos se deve aos comparativos de fotos antigas do local com as atuais.
https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/levantamento-revela-que-apenas…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.