JB, Cidade, p.A16
11 de Out de 2005
Lagoas esperam verbas
Impasse com governo federal trava recursos
Mariana Filgueiras
Uma das saídas para os problemas de poluição e favelização no entorno das quatro lagoas da Baixada de Jacarepaguá - Camorim, Tijuca, Marapendi e Jacarepaguá - está emperrada na burocracia governamental. O Programa de Reabilitação Ambiental da Baixada de Jacarepaguá, idealizado pela Fundação Rio Águas em 1996, está parado há quatro anos por causa de um impasse com o Ministério da Fazenda que impede o repasse de verbas de R$ 130 milhões.
Conforme noticiou o JB na edição de domingo e de ontem, todos os projetos para dragagem e saneamento da região estão parados ou atrasados. Programas como a dragagem da Lagoa da Tijuca, que está embargada há quatro meses, ou como o Gerenciamento Costeiro, que nunca saiu do papel. Apenas o emissário submarino da Barra da Tijuca parece cumprir o cronograma, apesar de ter atrasado oito meses em uma das obras.
O programa da Rio Águas foi concebido logo após as enchentes de 1996, que destruíram a região. Para reduzir os problemas de inundações, a Secretaria Municipal de Obras, por meio da Fundação Rio Águas, desenvolveu os projetos de macrodrenagem para a região. Pelo menos 87% do total de recursos disponíveis seriam utilizados no empreendimento.
As obras compreendem a canalização e dragagem de 40 rios da região, num total de 124 km de extensão, com construção de 7 km de avenidas-canais e 40 pontes. O programa prevê ainda o reassentamento de 2.060 famílias que moram em áreas de risco, além do reflorestamento de 870 hectares de encostas, com o replantio de cerca de 2 milhões de mudas. A prefeitura alega ter cumprido todas as etapas com relação à captação de recursos do Japan Bank International Cooperation (JBIC).
JB, 11/10/2005, p. A16
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