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Justiça determina construção de acesso viário para aldeia indígena em Ubatuba

g1 - g1.globo.com
Autor: g1 Vale do Paraíba e Região
15 de Jul de 2026

Comunidade fica no bairro Rio Bonito, em Ubatuba - Foto: Divulgação/Defensoria Pública de SP

A Justiça Federal determinou que a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Governo de São Paulo e a Prefeitura de Ubatuba construam um acesso viário definitivo para a aldeia Guarani Mbya Yakã Porã, no bairro Rio Bonito, em Ubatuba.

A decisão é da 1ª Vara Federal de Caraguatatuba e atende a uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado, pela Defensoria Pública da União (DPU) e pela Comissão Guarani Yvyrupa.

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Segundo a ação, a comunidade tem como único acesso uma passarela sobre o Rio Itamambuca, que fica submersa ou intransitável em períodos de chuva. A situação, segundo a Defensoria, impede a passagem de ambulâncias, ônibus escolares e outros veículos, além de dificultar o acesso dos moradores a serviços públicos.

Na sentença, a Justiça entendeu que a falta de infraestrutura adequada viola direitos fundamentais da comunidade indígena e responsabilizou os quatro entes públicos pela solução do problema.

A decisão estabelece que, após o trânsito em julgado, deverá ser elaborado, em até 180 dias, um projeto executivo para a construção de uma via com condições de tráfego para pedestres e veículos. A obra deverá ser concluída em até um ano após a aprovação judicial do projeto.

O processo aponta que o problema é conhecido pelo poder público há anos. Uma passarela suspensa chegou a ser construída em uma tentativa de solucionar a questão, mas a estrutura não permite o tráfego de veículos e continua deixando a aldeia isolada durante períodos de chuva.

O que dizem os envolvidos?

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Ubatuba, que informou na tarde desta quarta-feira (15) que foi condenada, junto com a União, o Estado de São Paulo e a Funai, a executar a obra de um acesso viário definitivo para a Aldeia Guarani Mbya Yakã Porã, em Itamambuca. A decisão foi proferida pela Justiça Federal em ação movida pelas defensorias públicas da União e do Estado e pela Comissão Guarani Yvyrupa.

O município destacou que ainda cabe recurso, com prazo de 30 dias para apelação, mas afirmou que já vem buscando, em conjunto com os governos estadual e federal, viabilizar a obra, considerada importante para garantir os direitos da comunidade indígena.

Em nota, o governo do Estado de São Paulo informou que ainda não foi intimado da decisão judicial. Segundo a gestão estadual, um posicionamento sobre o caso será apresentado somente após a intimação oficial.

A Funai e a União também foram procuradas pelo g1 e não houve retorno até a última atualização desta matéria.

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