VOLTAR

Jirau terá cronograma corrigido a partir de outubro, diz Bähr

Valor Econômico, Empresas, p. B3
09 de Set de 2014

Jirau terá cronograma corrigido a partir de outubro, diz Bähr

Por Rodrigo Polito
Do Rio

A hidrelétrica de Jirau, localizada no rio Madeira (RO), terá o cronograma de operação de suas turbinas corrigido a partir de outubro, segundo Maurício Bähr, presidente da GDF-Suez no Brasil, maior acionista da usina.

"Até agora, não conseguimos fornecer energia dos contratos previstos em leilão. A partir de outubro, com a entrada das próximas máquinas, nós entramos no cronograma do leilão que foi feito em 2008. Dali para a frente, o nosso atraso já terá reduzido a zero, comparado com o cronograma do leilão", afirmou o executivo, ao Valor.

Segundo Bähr, as obras de Jirau estão em ritmo acelerado, inclusive com turno noturno. "Isso está sendo feito de forma a adicionar energia ao sistema o mais rapidamente possível", completou ele.

Jirau está hoje com 12 turbinas em operação comercial. O objetivo da GDF Suez é chegar ao fim do ano com algo entre 20 e 24 máquinas em funcionamento.

Sobre os atrasos já registrados na obra, o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono de Jirau, está protegido por uma liminar contra a necessidade de comprar energia para honrar compromissos na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo Bähr, há uma necessidade de avaliar qual o número de dias de "excludente de responsabilidade" o consórcio terá direito, depois da comprovação de fatos de força maior que afetaram as obras da usina, como os incêndios intencionais ocorridos no canteiro de obras e a greve da Receita Federal, que afetou a entrega de equipamentos.

A GDF Suez tem 40% de participação no ESBR. Os demais sócios são as estatais Chesf e Eletrosul e a japonesa Mitsui, todos com 20% de participação cada. Quando concluída, a usina terá 3.750 megawatts (MW) de capacidade.

Dona da maior geradora privada do Brasil, a Tractebel, a GDF Suez planeja participar dos leilões de energia deste ano com uma térmica a carvão, de 340 MW, na região Sul, e projetos eólicos cuja potência pode chegar a até 600 MW. A empresa não planeja incluir térmicas a gás natural nos leilões, enquanto não tiver o combustível garantido.

"Estamos trabalhando em projetos em paralelo para que, no momento em que achar o gás, possamos pensar em ofertar projetos [nos leilões]. Já estamos olhando licenciamento ambiental, esse tipo de coisa. Mas entrar em um leilão com um projeto antes de achar o gás é impossível", completou Bähr.

Valor Econômico, 09/09/2014, Empresas, p. B3

http://www.valor.com.br/empresas/3687892/jirau-tera-cronograma-corrigid…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.