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JB Carbon divulga nota sobre matéria da revista Rolling Stone

CidadeVerde.com
15 de Abr de 2008

A empresa JB Carbon lançou nota de esclarecimento sobre a reportagem publicada pela revista Rolling Stone deste mês. Com o título "A Devastação do Piauí", a matéria de Mauricio Monteiro Filho mostra que a última fronteira agrícola do país estaria sendo devastada por empresas de forma predatória e tendo o progresso como justificativa.

Na nota, a JB Carbon diz que o seu projeto Energia Verde é de manejo florestal e "jamais poderia ser incluído no rol daqueles que degradam o meio ambiente". Além disso, conta com apoio dos governos estadual e federal. Os esclarecimentos da empresa aproveitam para acusar o jornalista de ter trabalhado de forma "leviana" e sob influência do fotógrafo André Pessoa, um dos defensores da criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

Confira a íntegra da nota

ESCLARECIMENTOS

A empresa JB Carbon deseja fazer alguns esclarecimentos quanto ao projeto Energia Verde, retratado pela revista Rolling Stone de forma leviana pelo jornalista Maurício Monteiro Filho. Entendemos que o problema da degradação ambiental deve ser tratado com grande preocupação e urgência, mas apresentamos uma medida viável defendida pelos próprios ambientalistas, que é o desenvolvimento sustentável.

Por esta razão, o projeto Energia Verde jamais poderia ser incluído no rol daqueles que degradam o meio ambiente. É preciso entender como funciona o manejo florestal sustentável e a quem interessa tratar o desenvolvimento como algo ruim, se a humanidade precisa e vai continuar produzindo, sem dúvida nenhuma, e isso só pode ser feito através da exploração dos recursos naturais.

Nesse sentido, a nossa luta é para que esse manejo seja feito de forma racional, controlada e de maneira que preserve as riquezas naturais, beneficiando o próprio meio ambiente. O projeto Energia Verde é responsável pela preservação de 34% dos seus 114 mil hectares licenciados pelo IBAMA, com brigada para combater incêndios, além de investimento em manutenção da fauna e da flora. Os 78 mil hectares restantes foram divididos em 13 lotes, ou Unidades de Produção Anual (UPAs). A UPA 5 seria a primeira a ser trabalhada, mas apenas 300 hectares da matéria-prima foi extraída. Esta mesma unidade só voltaria a ser manejada daqui a 14 anos, quando os troncos das árvores deixadas lá rebrotassem e o ciclo das 13 UPAS fosse completado.

Em uma coisa a matéria de Maurício Monteiro Filho foi verdadeira: o projeto é autorizado. Desde o início a JB Carbon cuidou de trabalhar em conformidade com a legislação ambiental vigente no Brasil que, diga-se de passagem, é uma das mais rigorosas de todo o mundo. Por isso, com grande satisfação apresentamos nota técnica do próprio IBAMA, que apresenta o projeto Energia Verde como aliado à preservação ambiental, por utilizar técnicas de manejo sustentável.

O documento consiste em um detalhado estudo acerca do trabalho de manejo sustentável que a empresa iniciou na região da Serra Vermelha. O laudo, composto de 10 páginas, atesta que o projeto, situado na área conhecida como Serra Vermelha, nos municípios de Redenção do Gurguéia, Curimatá e Morro cabeça no Tempo, trata-se de um Plano de Manejo Florestal Sustentado aprovado formalmente pelo IBAMA/PI em março de 2006, após a realização de todos os procedimentos de análise (técnica e jurídica) e vistorias na área.

Também contamos com o apoio dos governos estadual e federal. Prova disso é que o projeto foi incluído no material de divulgação do Programa de Desenvolvimento Florestal do Piauí, mantido pelo Ministério da Integração e Governo do Estado, por ser considerado como a principal iniciativa piauiense em manejo sustentável.

Por fim, lamentamos que Maurício Monteiro Filho, integrante da ONG Repórter Brasil, tenha sido influenciado pelo fotógrafo André Pessoa, responsável pelas fotos publicadas na revista Rolling Stone. André Pessoa é um dos defensores da criação do Parque Nacional da Serra Vermelha e aliado da ONG SOS Mata Atlântica, uma das maiores interessadas na criação de unidades de conservação no país, já que Organizações Não-Governamentais ambientalistas recebem recursos federais e até internacionais para promover a criação e preservação dessas unidades. Na prática, o que constatamos é o total abandono dos parques ambientais existentes no Brasil. Isso sim é um crime contra o meio ambiente.

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