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Jardim Botânico do Rio traz novidades

OESP, Vida, p. A12
29 de Dez de 2006

Jardim Botânico do Rio traz novidades
Caminho da Mata Atlântica, fechado nos anos 70, é reaberto

Karine Rodrigues, RIO

O Jardim Botânico do Rio entra 2007 com novidades: além da reabertura do Caminho da Mata Atlântica, fechado na década de 1970, por ordem do regime militar, e da inauguração do Centro de Produtos Sustentáveis, em janeiro será aberto ao público o Jardim dos Beija-Flores, que terá mais de 50 espécies da ave, e o novo Orquidário, constituído por mais de 10 mil plantas de 400 espécies.

Ao longo do ano, será construído ainda o Museu do Meio Ambiente, previsto para abrir as portas no bicentenário da instituição, criada em 1808. A obra vai contar com R$ 1,8 milhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que na quarta-feira oficializou o repasse do recurso, na presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Logo após percorrer o Caminho da Mata Atlântica, uma trilha que separa a floresta nativa de uma área com espécies plantadas posteriormente, Marina ressaltou a importância da lei de proteção do bioma, aprovada, semana passada, pelo Congresso Nacional. "São dois ambientes divididos por uma trilha por onde passam os homens, para ter a noção de que o que foi feito pela natureza tem maior perfeição do que aquilo que nós tentamos produzir", declarou, lembrando que a Mata Atlântica, originalmente formada por 1,3 milhão de km², está reduzida a menos de 7% de sua cobertura nativa.

De acordo com o presidente do Jardim Botânico, Lizst Vieira, a trilha da Mata Atlântica foi fechada em 1974, por decisão do general Ernesto Geisel. Na época, antes de assumir a Presidência da República, ele promoveu diversas reuniões com assessores em uma casa dentro do parque, e, por isso, resolveu isolar a área, que permaneceu interditada mesmo após a partida dele para Brasília. Agora reaberto, pode-se percorrer a distância de 600 metros em pouco mais de 10 minutos, um trajeto que inicia na Cascata Nova e termina no Aqueduto da Levada, uma construção de 1853.

Marina concluiu o passeio no Espaço Cultural Tom Jobim, onde foi assinado o contrato de repasse de recursos para a construção do Museu do Meio Ambiente. "Vamos promover exposições que mostrem a relação do homem com a natureza", explicou Vieira, citando, como exemplo, o tema das mudanças climáticas.

OESP, 29/12/2006, Vida, p. A12

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