OESP, Vida, p. A13
27 de Jun de 2006
Japão quer estocar dióxido de carbono
Reservatórios subterrâneos devem receber o gás do efeito estufa
AP
O Japão estuda reduzir as emissões de gás que provocam o efeito estufa e combater o aquecimento global com um projeto inovador. O país quer estocar dióxido de carbono em reservatórios subterrâneos - o gás não seria mais liberado para a atmosfera, segundo Masahiro Nishio, funcionário do Ministério da Economia, Comércio e Indústria.
Pela proposta, em 2020 cerca de 200 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano serão enterrados, reduzindo em um sexto as emissões do país, disse Nishio. O projeto segue em estudo.
A tentativa de armazenamento subterrâneo do dióxido de carbono é prova de que os países industrializados sentem uma nova urgência de tentar controlar os efeitos do aquecimento global. Por meio do armazenamento de dióxido de carbono das emissões das fábricas e a sua pressurização, transformando-o em líquido, os cientistas injetariam o produto em aqüíferos subterrâneos, campos de gás ou fendas entre segmentos rochosos, mantendo-o com segurança fora da atmosfera.
Atualmente, o Japão não realiza nenhuma operação comercial de estocagem subterrânea de dióxido de carbono. Porém, o projeto poderá tornar insignificantes operações similares que vêm sendo realizadas na Noruega, Canadá e Argélia. Cada um desses países estoca cerca de 1 milhão de toneladas por ano.
Resolver o problema do dióxido de carbono é uma das grandes prioridades do Japão, a segunda maior economia do mundo. No país, cerca de 1,3 bilhão de toneladas do gás são lançadas por ano na atmosfera, o que o torna um dos principais transgressores do mundo nessa área - embora seja um dos maiores incentivadores do Protocolo de Kyoto, acordo internacional em que se propõe a redução da produção global de dióxido de carbono até 2012.
OESP, 27/06/2006, Vida, p. A13
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